terça-feira, 9 de outubro de 2012

Saiba a idade indicada da introdução de alguns alimentos

1. Qual a importância dos nutrientes do leite materno no desenvolvimento do bebê?


O leite materno possui nutrientes como gorduras (35% a 58%), carboidratos (35% a 44%), proteínas (5% a 7%), cálcio, fósforo, vitaminas, ferro e uma série de outros micronutrientes. Os carboidratos fornecem energia ao bebê. As gorduras são fontes concentradas de energia que oferecem mais de 50% das necessidades do bebê e são ricas em ácidos graxos, importantes para o desenvolvimento do cérebro, da retina e dos tecidos nervosos. Já as proteínas são fonte de aminoácidos essenciais para o crescimento e desenvolvimento da criança. O cálcio e o fósforo atuam na formação de ossos e dentes. O ferro previne a anemia e a vitamina A ajuda nos processos de crescimento, desenvolvimento visual e integridade do sistema imunológico do bebê.


2. Quais substâncias do leite materno estão relacionadas ao sistema imunológico?


O leite materno é rico em diversas substâncias que fortalecem o sistema imunológico do bebê como os anticorpos, proteínas que defendem o organismo e os prebióticos, tipo de carboidrato conhecido como oligossacarídeo, que estimula o crescimento de bactérias benéficas no organismo e auxilia na prevenção de doenças alérgicas e infecções.


3. O que são os prebióticos?


Os prebióticos são o terceiro maior componente do leite materno. Trata-se de um tipo de carboidrato (oligossacarídeo), que estimula o crescimento de bactérias benéficas como as bifidobactérias e os lactobacilos no intestino, fortalecendo o sistema imunológico dos bebês. Além de garantir uma microflora intestinal saudável, os prebióticos diminuem os riscos de infecções comuns na infância como as infecções respiratórias, a diarreia e os quadros de alergias. É interessante lembrar que o leite de outros animais não possuem prebióticos.


4. O leite de vaca, cabra e soja são indicados para os bebês?


O leite de soja, vaca e de outros animais não são indicados, rotineiramente para crianças com menos de 1 ano de idade. O leite de vaca contém mais de 25 proteínas potencialmente alergênicas, das quais a beta-lactoglobulina (proteína do soro do leite) possui o maior potencial para induzir reações imunes. Cerca de 90% das proteínas de outros leites, como o de cabra e de ovelha, são semelhantes às do leite de vaca e altamente alergênicas. Por isso, esses leites devem ser evitados ao máximo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a não ser em casos excepcionais, a criança até pelo menos um ano deve receber apenas o leite materno. As fórmulas de soja ou mesmo aquelas obtidas a partir do leite de vaca podem eventualmente substituir o leite materno quando este, por quaisquer motivos, não puder mais ser fornecido. As bebidas à base de soja são indicadas para crianças maiores, adolescentes e adultos. O uso prolongado da soja, em crianças, ainda é passível de algumas restrições em termos de segurança em longo prazo.


Aproveitando essa ponte, vou responder uma dúvida que acredito que seja de muitas...

Do que são feitas as fórmulas infantis?

A maioria das fórmulas infantis é à base de leite de vaca modificado, para que se pareçam o mais possível com o leite materno. Os fabricantes modificam o leite de vaca para o consumo de bebês ajustando os níveis de carboidratos, proteínas e gordura, e acrescentando vitaminas e minerais. A proteína do leite é bastante alterada nas fórmulas para tornar sua digestão mais fácil, já que os bebês só estarão aptos a digerir leite de vaca normal (integral) depois do primeiro ano de vida. Além disso, o leite comum não é recomendado por também ser pobre em ferro, o que pode levar a uma anemia. Além disso o leite de vaca atrapalha na absorção do ferro dos outros alimentos, piorando e correndo assim um risco ainda maior de anemia.


5. Quais alimentos devem ser evitados no primeiro ano de vida do bebê?



A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança receba exclusivamente o leite materno até os seis meses de idade. Após essa faixa etária, o leite materno deve ser complementado com outros alimentos, até dois anos ou mais. Os alimentos que devem ser evitados, pelo menos nos primeiros 12 meses, são o mel, a farinha de trigo, a clara do ovo, refrigerantes, sucos industrializados, doces em geral, balas, chocolate, sorvetes, biscoitos recheados, salgadinhos, enlatados, embutidos como salsicha, linguiça, mortadela e presunto, frituras, café, chá mate e chá preto. Estes alimentos são ricos em gorduras, açúcar, conservantes ou corantes e podem comprometer o crescimento e desenvolvimento, além de aumentarem o risco de doenças como alergias, obesidade e carências de vitaminas e minerais. As fórmulas à base de leite de vaca modificado e soja podem ser oferecidas ao bebê, quando o leite materno não é passível de ser utilizado.


6. Os bebês devem comer alimentos com açúcar?


O açúcar, assim como o sal, deve ser evitado até o 1º ano de vida da criança. O açúcar existente de forma natural em alimentos como o leite materno, frutas, batatas, entre outros, é suficiente para as necessidades do organismo do bebê. Sociedades nacionais e internacionais como o ESPGHAN (Sociedade Européia de Pediatria e Gastroenterologia) e a Comunidade Européia contra-indicam o consumo exagerado da sacarose, uma vez que isso aumenta as chances do surgimento de cáries e o desenvolvimento do hábito de consumir alimentos doces, predispondo à obesidade e ao diabetes.


Alimentos não recomendados nos primeiros 12 meses:

  • Farinha de trigo: Contém glúten e a criança pode apresentar intolerância à substância.
  • Ovo: O ovo inteiro pode ser introduzido, sempre cozido, após o sexto mês. A exceção está em crianças com alergia alimentar e quadros alérgicos intensos, que devem evitar a clara (rica em proteína).
  • Mel: Com exceção do industrializado, o mel selvagem deve ser evitado antes do primeiro ano de vida, pois pode oferecer risco de contaminação, com o Clostridium botulinum, microrganismo causador do botulismo.
  • Pescados e frutos do mar: Indicado somente após o primeiro ano, pois são muito alergênicos.
  • Carne de porco: Deve ser evitada devido ao alto teor de gordura saturada, além de causar possíveis alergias.
  • Sucos prontos (industrializados): São recomendáveis depois de 2 anos, e mesmo assim, eventualmente. Os sucos naturais contêm mais vitaminas e muito menos açúcar.
  • Embutidos e frios: Como possuem muita gordura, sal e conservantes, devem ser evitados até os 2 anos.
  • Alimentos industrializados: Em geral, estes produtos têm em suas fórmulas corantes e conservantes, por isso não devem ser consumidos por crianças antes de um ano de vida. Além disso, contém um alto teor de gordura hidrogenada, o que pode provocar obesidade e uma alteração nas taxas de colesterol e triglicérides.
  • Refrigerantes: Esse tipo de produto tem elevada proporção de açúcar, corantes e outras substâncias sem nenhum valor nutritivo. Além disso, atrapalham a absorção de cálcio. Daí o motivo para serem evitados.
  • Enlatados: Contêm sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais que podem irritar a mucosa gástrica da criança, comprometendo a digestão e a absorção dos nutrientes, além do baixo valor nutritivo.
  • Doces: Os açúcares e doces tiram a fome e ainda prejudicam o valor calórico das refeições. Neste caso, o ideal é que eles sejam consumidos no fim do primeiro ano e em quantidades bem pequenas. Deve-se dar preferência às frutas da estação.

Lembrando: o tomate é recomendado esperar somente se houver casos de alergia na família, caso contrário não tem problema.
O morango é recomendado após 1 ano por conta dos agrotóxicos, se for morango orgânico não tem problemas ser antes.
Frutas ácidas como o abacaxi, maracujá, kiwi também acabam entrando nessa recomendação, porém não havendo histórico de alergia na família pode ser introduzida aos poucos, lembrando que não é necessário adicionar açúcar.

Fonte: Vya Estelar
Por: Thais Ventura em As delícias do Dudu

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