quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Como o tempo passou...

Faz tempo que não escrevo aqui. Na verdade faz tempo que não faço muitas coisas, mas não por sua culpa, Júlia. Sabe, a gente quando vira pai muda um pouco. Ou muito. Ou às vezes quase nada. Não sei o que mudou em mim desde o dia que eu e a mamãe descobrimos que você viria, mas sei que desde o dia que eu te vi na TV preto-e-branco pela primeira vez, algo mudou.

De agora em diante sei que muito mais coisas vão mudar. Em mim, na mamãe e em você. Principalmente em você. Cada vez mais e... PUXA! olha só como você já mudou.

Como você cresceu! Como você aprendeu e amadureceu... Foi tão rápido que esses cinco meses passaram como uma semana para mim. Talvez eu já esteja ficando velho, ou não imaginava que os filhos cresciam tão depressa. Mas eu sou pai. Vou falar isso para sempre e nunca vou me acostumar em deixar a Júlia de ontem para trás sem ficar com saudade. Por outro lado, o que nos deixa feliz é a Júlia de hoje. A Júlia que aprende, que cresce, que amadurece e que percebe dia-a-dia o quanto o mundo é grande.

E, por falar em mundo, cada vez que você descobre mais um pedaço dele ele eu tenho mais medo de que ele te machuque. Como quando você virou pela primeira vez na cômoda e eu e a mamãe quase infartamos depois que te seguramos para não cair. Nossa, meu coração dispara só de relembrar.

Acho que não vou conseguir ser um pai totalmente legal. Na verdade, eu não acho que existam pais assim. Todo pai que ama, também cuida, protege e se sacrifica.

Sacrifício. Eu já tinha noção do que era amor incondicional quando eu e a mamãe começamos a namorar. Mas o sacrifício eu descobri quando você nasceu. Não pense que o papai está reclamando de deixar de fazer algo por você, minha pequena, só estou lhe dizendo o quão novo foi esse sentimento para mim.

Responsabilidade. Dever. Segurança. Acho que sou muito imperfeito para conseguir cumprir todos esses requisitos de pai, mas prometo que vou aprender. E errar. E aprender com meus erros.

Mas uma coisa você nunca poderá duvidar. Eu te amo, minha filha. Mais do que qualquer coisa, objeto, pessoa ou ser neste mundo. Você é o que o Amor Divino gerou a partir do amor entre eu e a mamãe, e uma coisa pura dessas nunca poderá ser diminuída ou desfeita. Eu prometo, querida, que nada vai afetar meu amor por você e que eu estarei contigo durante toda a minha vida. Palavra de papai.

Acostume-se. Eu sempre vou falar essas coisas bobas de pai apaixonado. Assim como os meus pais diziam, eu digo, você vai entender isso um dia.

Quero deixar minha alegria nessas palavras, em comemoração a mais um mês do seu crescimento. Este, graças a Deus, perfeito, saúdavel e lindo de ser observado.

Meus parabéns, Júlia, minha garotinha.


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