terça-feira, 16 de outubro de 2012

Colinho de mãe tá liberado

Você que é mãe com certeza já deve ter ouvido aquela história de que não pode ficar com seu bebê no colo porque isso deixa a criança mimada e manhosa. Eu ouvi e ainda ouço isso muitas e muitas vezes, vocês não imaginam o quanto. Muitas pessoas, inclusive médicos dão esses conselhos achando que está fazendo um enorme favor à mãe, só que não... Durante a gravidez e nos primeiros meses da Ju, eu também pensava dessa maneira, mas meu instinto de mãe sempre me dizia que o melhor era atender às necessidades da minha filha e dar colo era uma delas. Deixo a Júlia no colo sempre que posso porque divido meu tempo entre ser mãe e dona-de-casa, todo tempo livre que tenho é para brincar com a Ju, dar colo, ver tv, cantar, etc. Aqui em casa, colinho de pai e mãe tá liberado e nós (eu, papai e Júlia) adoramos!





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"A velha teoria de que colo deixa a criança mimada está perdendo adeptos, para sorte dos bebês. Entre os argumentos a favor, estão a segurança e o afeto transmitidos a eles, sentimentos que mesmo em excesso não fazem mal a ninguém.

Terreno conhecido
Pertinho da mãe, os bebês sentem-se "em casa", pois reconhecem seu cheiro e batimentos cardíacos. "É o que dá segurança e tranqüilidade à criança, além do toque, da voz e do olhar afetuoso da mãe. Por isso, não raro o bebê pára de chorar quando está em seus braços", diz a pediatra Maria Esther Ceccon, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para Maria Esther, a crença de que o colo pode "estragar" o bebê está ultrapassada. "Se a criança chora sem motivo evidente, como fome ou fralda molhada, está apenas pedindo aconchego. Chora para chamar a atenção, porque é essa a única maneira que o bebê tem de se comunicar", esclarece.

Só benefícios
Segundo a pediatra, estudos comprovam que o bebê também se beneficia de estímulos físicos no colo da mãe. "Os movimentos intestinais da criança são impulsionados, e o calor do corpo materno faz com que ela fique mais relaxada. Essa combinação alivia as cólicas", explica Maria Esther. Outro benefício vem da proximidade sonora e visual que a criança tem com os pais quando está em seus braços. "É um estímulo para o desenvolvimento dos sentidos do bebê", diz a pediatra. E lembra que nesse contato a criança também desperta o amor dos pais, garantindo que a peguem mais e com carinho. "O colo é tão importante quanto a amamentação. O bebê requer toda a atenção. Não importa quem o segure, se a mãe ou pai, e sim o olhar amoroso que ele recebe nesse momento", conclui Maria Esther.

Colos preferidos:

  • Na vertical: Após a mamada, é o colo ideal. O bebê aninha-se todo no ombro da mãe, enquanto expulsa o ar engolido com o leite.
  • De costas: Seu corpo funciona como uma cadeirinha para o bebê. De costas para você, ele fica apoiado num de seus braços, enquanto o outro o contorna como um cinto de segurança. A criança adora passear pela casa assim.
  • Cara a cara: Com o bebê de frente para você, segure-o por baixo dos braços com os polegares, usando os outros dedos para sustentar suas costas e sua nuca. Levante-o um pouco, e ele vai brincar de alpinista, escalando sua barriga.
  • De bruços: Sustente o bebê virado para o chão, passando uma das mãos entre as pernas dele. O tórax e a cabecinha, levemente elevados, ficam apoiados em seu braço e junto ao seu corpo. É um colo especial para diminuir a dor das cólicas."


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