quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Como o tempo passou...

Faz tempo que não escrevo aqui. Na verdade faz tempo que não faço muitas coisas, mas não por sua culpa, Júlia. Sabe, a gente quando vira pai muda um pouco. Ou muito. Ou às vezes quase nada. Não sei o que mudou em mim desde o dia que eu e a mamãe descobrimos que você viria, mas sei que desde o dia que eu te vi na TV preto-e-branco pela primeira vez, algo mudou.

De agora em diante sei que muito mais coisas vão mudar. Em mim, na mamãe e em você. Principalmente em você. Cada vez mais e... PUXA! olha só como você já mudou.

Como você cresceu! Como você aprendeu e amadureceu... Foi tão rápido que esses cinco meses passaram como uma semana para mim. Talvez eu já esteja ficando velho, ou não imaginava que os filhos cresciam tão depressa. Mas eu sou pai. Vou falar isso para sempre e nunca vou me acostumar em deixar a Júlia de ontem para trás sem ficar com saudade. Por outro lado, o que nos deixa feliz é a Júlia de hoje. A Júlia que aprende, que cresce, que amadurece e que percebe dia-a-dia o quanto o mundo é grande.

E, por falar em mundo, cada vez que você descobre mais um pedaço dele ele eu tenho mais medo de que ele te machuque. Como quando você virou pela primeira vez na cômoda e eu e a mamãe quase infartamos depois que te seguramos para não cair. Nossa, meu coração dispara só de relembrar.

Acho que não vou conseguir ser um pai totalmente legal. Na verdade, eu não acho que existam pais assim. Todo pai que ama, também cuida, protege e se sacrifica.

Sacrifício. Eu já tinha noção do que era amor incondicional quando eu e a mamãe começamos a namorar. Mas o sacrifício eu descobri quando você nasceu. Não pense que o papai está reclamando de deixar de fazer algo por você, minha pequena, só estou lhe dizendo o quão novo foi esse sentimento para mim.

Responsabilidade. Dever. Segurança. Acho que sou muito imperfeito para conseguir cumprir todos esses requisitos de pai, mas prometo que vou aprender. E errar. E aprender com meus erros.

Mas uma coisa você nunca poderá duvidar. Eu te amo, minha filha. Mais do que qualquer coisa, objeto, pessoa ou ser neste mundo. Você é o que o Amor Divino gerou a partir do amor entre eu e a mamãe, e uma coisa pura dessas nunca poderá ser diminuída ou desfeita. Eu prometo, querida, que nada vai afetar meu amor por você e que eu estarei contigo durante toda a minha vida. Palavra de papai.

Acostume-se. Eu sempre vou falar essas coisas bobas de pai apaixonado. Assim como os meus pais diziam, eu digo, você vai entender isso um dia.

Quero deixar minha alegria nessas palavras, em comemoração a mais um mês do seu crescimento. Este, graças a Deus, perfeito, saúdavel e lindo de ser observado.

Meus parabéns, Júlia, minha garotinha.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Colo dos pais condiciona emoções do bebê


Desde cedo, a sensação que ele desperta é do maior acolhimento, proporcionando conforto e segurança capazes de aliviar sofrimentos, estimular a delicadeza e a troca sincera de afeto. O carinho dos momentos em que a criança passa no colo da mãe e do pai permanece na memória para a vida a toda, mesmo que esta recordação não apareça com imagens na lembrança - trata-se de uma sensação armazenada na memória do corpo e que funciona como um analgésico poderoso para os momentos difíceis ao longo da vida. Um estudo feito pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Havard (Estados Unidos) descobriu que bebês e crianças que tinham esse tipo de contato com os pais eram adultos mais protegidos contra ansiedade e doenças como depressão. Os resultados foram publicados no periódico The Harvard University Gazette. Os benefícios, no entanto, são bem mais numerosos do que você pode imaginar quando fecha os olhos e esquece tudo redor para abraçar o seu filho bem juntinho, os especialistas revelam tudo.

Deixa o bebê tranquilo

Os bebês sentem-se em casa no colo da mãe ou do pai, pois ainda guardam uma semelhança com a sua posição e proteção intrauterina. "Isso ajuda a diminuir o choro e deixar o bebê menos estressado, principalmente no caso de um recém-nascido que precisa passar um tempo na UTI (e longe da mãe) logo ao nascer", diz a pediatra e neonatologista Camila Reibscheid, do Hospital São Luiz, em São Paulo. "Dar colo para o bebê durante a noite também pode ajudá-lo a ter um sono melhor e mais tranquilo."

Melhora a digestão

Segundo o pediatra Vanderlei Wilson Szauter, do Hospital e Maternidade São Cristóvão, em São Paulo, o bebê fica mais tranquilo no colo da mãe, e isso faz com que todas as funções fisiológicas funcionem melhor. "Os movimentos intestinais da criança são impulsionados com o calor do corpo da mãe, fator que pode inclusive prevenir as cólicas", afirma.

Alivia as cólicas

Se o bebê começar a sofrer com cólicas, uma das alternativas é colocá-lo para amamentar ou então apenas mantê-lo junto do corpo. "O calor do colo aquece a barriga do bebê e relaxa sua musculatura, diminuindo a dor", afirma a pediatra Camila.

Melhora o desenvolvimento dos sentidos

A proximidade com a mãe ou com o pai faz com que o bebê desenvolva com mais facilidade suas funções cognitivas e os sentidos como visão, audição e tato. "Ouvir os batimentos cardíacos e a voz da mãe ou do pai, sentir a pele da e manter o contato visual faz com que a criança exerça seus sentidos, que se desenvolvem com mais facilidade", diz Camila Reibscheid.  

Diminui qualquer tipo de dor

Uma pesquisa feita pelo Departamento de Pediatria da Unifesp e publicada no periódico da Universidade constatou que o colo da mãe pode diminuir a sensação de dor que o bebê sente em intervenções doloridas, como uma vacina. "Isso acontece porque existe uma área do cérebro que é ativada quando se recebe carinho, liberando descargas elétricas aptas a diminuir a sensação de dor", afirma o pediatra Vanderlei. "O simples contato com a pele da mãe já pode ajudar a atenuar qualquer sensação dolorosa."

Ajuda no desenvolvimento de bebês prematuros

De acordo com os especialistas, é muito comum em hospitais existir o método "mãe canguru" ou "pele a pele" para bebês prematuros, que precisam ficar na UTI. Nesse sistema, os pais podem entrar na UTI e entrar em contato com o bebê que está dentro da incubadora, tocando na pele da criança pelo tempo acordado com o médico. "Se o bebê estiver em condições clínicas estáveis, os pais poderão fazer a posição canguru, que consiste no bebê ficar em contato direto com o peito nu do pai ou da mãe", explica a pediatra Camila. "Isso ajuda a acelerar o metabolismo do bebê, contribuindo para o seu crescimento e ganho de peso, tão importantes para o bebê prematuro."

Previne doenças no futuro

"O colo faz com que a criança se sinta mais segura de si, mais acolhida, e é essa segurança que vai fazer com que ela amadureça mais rápido", afirma a pediatra Camila. De acordo com a especialista, dar colo para o bebê e para a criança mostra que ela está cercada de proteção. "Isso faz com que ela amadureça e crie coragem para encarar a própria vida no futuro sem medo ou insegurança", diz. De acordo com os pesquisadores de Havard, o estresse precoce resultante da separação e da falta de colo causa mudanças no cérebro infantil, tornando-os adultos mais suscetíveis a doenças como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Fonte: Minha Vida

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Colinho de mãe tá liberado

Você que é mãe com certeza já deve ter ouvido aquela história de que não pode ficar com seu bebê no colo porque isso deixa a criança mimada e manhosa. Eu ouvi e ainda ouço isso muitas e muitas vezes, vocês não imaginam o quanto. Muitas pessoas, inclusive médicos dão esses conselhos achando que está fazendo um enorme favor à mãe, só que não... Durante a gravidez e nos primeiros meses da Ju, eu também pensava dessa maneira, mas meu instinto de mãe sempre me dizia que o melhor era atender às necessidades da minha filha e dar colo era uma delas. Deixo a Júlia no colo sempre que posso porque divido meu tempo entre ser mãe e dona-de-casa, todo tempo livre que tenho é para brincar com a Ju, dar colo, ver tv, cantar, etc. Aqui em casa, colinho de pai e mãe tá liberado e nós (eu, papai e Júlia) adoramos!





Leia mais a seguir:

"A velha teoria de que colo deixa a criança mimada está perdendo adeptos, para sorte dos bebês. Entre os argumentos a favor, estão a segurança e o afeto transmitidos a eles, sentimentos que mesmo em excesso não fazem mal a ninguém.

Terreno conhecido
Pertinho da mãe, os bebês sentem-se "em casa", pois reconhecem seu cheiro e batimentos cardíacos. "É o que dá segurança e tranqüilidade à criança, além do toque, da voz e do olhar afetuoso da mãe. Por isso, não raro o bebê pára de chorar quando está em seus braços", diz a pediatra Maria Esther Ceccon, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para Maria Esther, a crença de que o colo pode "estragar" o bebê está ultrapassada. "Se a criança chora sem motivo evidente, como fome ou fralda molhada, está apenas pedindo aconchego. Chora para chamar a atenção, porque é essa a única maneira que o bebê tem de se comunicar", esclarece.

Só benefícios
Segundo a pediatra, estudos comprovam que o bebê também se beneficia de estímulos físicos no colo da mãe. "Os movimentos intestinais da criança são impulsionados, e o calor do corpo materno faz com que ela fique mais relaxada. Essa combinação alivia as cólicas", explica Maria Esther. Outro benefício vem da proximidade sonora e visual que a criança tem com os pais quando está em seus braços. "É um estímulo para o desenvolvimento dos sentidos do bebê", diz a pediatra. E lembra que nesse contato a criança também desperta o amor dos pais, garantindo que a peguem mais e com carinho. "O colo é tão importante quanto a amamentação. O bebê requer toda a atenção. Não importa quem o segure, se a mãe ou pai, e sim o olhar amoroso que ele recebe nesse momento", conclui Maria Esther.

Colos preferidos:

  • Na vertical: Após a mamada, é o colo ideal. O bebê aninha-se todo no ombro da mãe, enquanto expulsa o ar engolido com o leite.
  • De costas: Seu corpo funciona como uma cadeirinha para o bebê. De costas para você, ele fica apoiado num de seus braços, enquanto o outro o contorna como um cinto de segurança. A criança adora passear pela casa assim.
  • Cara a cara: Com o bebê de frente para você, segure-o por baixo dos braços com os polegares, usando os outros dedos para sustentar suas costas e sua nuca. Levante-o um pouco, e ele vai brincar de alpinista, escalando sua barriga.
  • De bruços: Sustente o bebê virado para o chão, passando uma das mãos entre as pernas dele. O tórax e a cabecinha, levemente elevados, ficam apoiados em seu braço e junto ao seu corpo. É um colo especial para diminuir a dor das cólicas."


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

E o tempo vai passando... (2)


1ª foto - Maio - 1º dia de vida;
2ª foto - Junho - aproximadamente 20 dias;
3ª foto - Junho/Julho - 1 mês;
4ª foto - Outubro - 4 meses e meio;
5ª foto - Julho - 2 meses;
6ª foto - Agosto - 3 meses;
7ª foto - Setembro - 4 meses.

Ser mãe.


Ser mãe é uma confusão. Uma mistura tão intensa de sensações e sentimentos que dificilmente quem não é entende.

Ser mãe é uma caixinha de surpresas. Toda mulher está preparada, mas não sabe. Quando chega a hora está lá, como item de fábrica.

Ser mãe é ver a barriga crescer fazendo planos. E esses são os únicos 9 meses em que você vai ter tempo para isso.

Porque ser mãe é viver um dia de cada vez, uma fralda de cada vez, uma mamada, uma soneca, manha, beicinho. Tudo de cada vez.

Ser mãe é saber que é hora de quê sem olhar no relógio. É não ver o dia passar. É saber que o mês passou só quando perguntam quanto tempo o seu filho tem.

Ser mãe é se encher de orgulho quando falam “Nossa! Que grandão!”.

Ser mãe é ser assim. Forte sem ter noção da força.

É escolher com o quê ter paciência. É descobrir uma nova mulher em si a cada dia.

É não se importar com o resto do mundo, mas chorar ao pensar em que mundo seu filho vai crescer.

Ser mãe é não pensar tanto no futuro. É ter vontade de olhar fotos antigas para ver com quem ele realmente se parece.

Ser mãe, aliás, é achar que um dia ele é a sua cara, mas no outro de seu só tem o pé.

Ser mãe é achar tudo lindo, tudo engraçado, tudo novo. É estar atenta às descobertas sem interferir muito. É aplaudir o acerto e ser firme no erro.

Ser mãe é não ter sono. Ou ter e fingir que ele não existe.

É deixar de lado a vaidade, mas se achar linda com olheiras e tudo.

Ser mãe, para a maioria, é esquecer (pelo menos um pouco) que existe estria, celulite, peito caído, salto alto, bijuteria.

Ser mãe é ser polvo. É ter quantos braços forem necessários para carregar o carrinho, a bolsa, a chupeta, o paninho, o brinquedo e o filho. Ufa...

Ser mãe é procurar selo do Inmetro, peça pequena, peça grande, estímulo.

Ser mãe é conseguir. Conseguir amamentar, deixar na escola, com a babá, deixar crescer.

É conseguir entender o choro e deixar chorar.

Ser mãe é ficar parada na beira do berço. É dizer “Deus te abençoe”. É entender que o amor existe em diversas formas, inclusive nessa, tão pura e transparente.

É não pensar mais em morte, é entender a vida.

Ser mãe é aguentar o tranco.

É sentir dor nas costas, nas pernas, nos braços. E não sentir mais nada quando um sorriso se abre, quando um choro começa ou a tosse dispara.

Ser mãe é discutir com o pediatra, é questionar o medicamento, é acreditar nas dicas da avó.

Ser mãe é renovar laços. Com si próprio, com a família, com as tradições.

Ser mãe é ter e ouvir os instintos. É ser leoa, ave de rapina. É ser desconfiada como a raposa e ágil como a lebre.

Ser mãe é ser filha também. É mais aprender do que ensinar e mais ensinar do que aprender.

Ser mãe é conviver. É deixar que convivam. É aproveitar cada fase do filho e de ser mãe.

É cortar as asas e é deixar que voe.

É correr pro abraço, esquecer o cansaço e trocar a fralda, preparar o banho, a mamadeira e escolher a roupa, tudo ao mesmo tempo.

Ser mãe é estar completa.

É ter o coração quente, os olhos cheios de lágrimas, os braços cheios de força e a cabeça repleta de idéias e preocupações.

Ser mãe é ter sempre um filho a mais: o marido.

É entender o começo de tudo. É procurar explicações bem no fundo.

É suspirar. É concordar discordando.

É, desde o exame positivo, nunca mais estar sozinha, e mesmo sozinha, ter em quem pensar. É estar perto mesmo longe.

Ser mãe é seguir em frente.

É não deixar que o tempo pare e é achar que passa rápido demais.

Ser mãe é ser mãe.

Sempre.

Autor desconhecido


A primeira roupinha

Lembro-me da primeira roupinha que comprei pra Júlia. Eu estava grávida de 18 semanas, não sabia ainda se teria um menino ou uma menina, não havia comprado nada para meu bebê e me sentia uma mãe super despreparada por isso.

Fomos à Galeria do Rock no começo de janeiro, eu, papai e tio Gu, e foi lá que comprei o body dos Beatles. Fiquei encantada com aquela roupinha e imaginava que seria lindo ver meu bebê vestido com aquele body, mas iria demorar tanto pra isso acontecer, meu bebê só nasceria em maio e o body era um pouco grande, teria que esperar o bebê crescer um pouco.

Durante a gravidez, quase todos os dias eu pegava esse body e ficava imaginando quando meu bebê o usaria.

Aí a Ju nasceu, passaram-se 4 meses e, nessa semana, ela usou o body pela primeira vez.

Fiquei tão emocionada. Vendo a Júlia naquela roupinha fez eu me dar conta, mais uma vez, de que o tempo está passando rápido demais e meu bebê está crescendo depressa. Aí vem aquele momento que a mãe entra em desespero: "MEU BEBÊ CRESCEU MAIS RÁPIDO DO QUE EU ESPERAVA!".

Bateu aquela saudade do meu recém-nascido mais uma vez, mas ao mesmo tempo eu fico tão feliz vendo o quanto a Ju cresceu e está se desenvolvendo perfeitamente.

Quando é que vou me acostumar com esse negócio de ver meu bebê crescendo subitamente? Acho que nunca...


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Por que crianças menores de 1 ano não podem consumir mel?


Por quê a Anvisa recomenda que crianças com menos de um ano de idade NÃO consumam mel?

O objetivo da orientação é prevenir a ingestão de esporos da bactéria Clostridium botulinum, bacilo responsável pela transmissão do botulismo intestinal. Não existem restrições ao consumo de mel por crianças com mais de um ano de idade e adultos sem problemas de saúde relacionados à flora intestinal.

Apesar de não haver confirmação de casos da doença no Brasil, a atuação da Anvisa está fundamentada em publicações oficiais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e publicações científicas sobre contaminação do mel brasileiro com Clostridium botulinum.

Resultados de pesquisas apontam que 7% das 100 amostras de mel comercializadas por ambulantes, mercados e feiras livres, em seis estados brasileiros, estavam contaminadas com o bacilo.

“É importante lembrar que a multiplicação do Clostridium botulinum e liberação da toxina no intestino só ocorre em crianças que ainda não possuem a flora intestinal completamente formada ou em adultos com alguma doença que possa alterar essa flora protetora”, afirma Brito.

Em adultos sem problemas relacionados à flora intestinal, o consumo desses esporos nos alimentos não gera qualquer tipo de problema para a saúde. “A vigilância sanitária está trabalhando com o princípio da precaução, uma vez que o alto teor de açúcar e a baixa atividade de água, próprios do mel, impedem a germinação do esporo e, conseqüentemente, a produção da toxina”, finaliza a diretora da Anvisa.

MAS AFINAL, O QUE É BOTULISMO?

O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum.

Quando provocada pela ingestão de alimentos contaminados, é considerada doença transmitida por alimento. Nas amostras de alimentos é comum encontrar formas esporuladas do Clostridium botulinum, em especial no mel.

Aleitamento materno aumenta as defesas do bebê


Leite materno: o melhor leite para o seu bebê!

Quanto mais anticorpos recebe pelo leite materno, mais resistente a infecções o bebê fica.

Um estudo realizado pela Universidade de Creta, na Grécia, analisou a saúde de 1.000 crianças por um período de um ano.

Entre as infecções mais comuns desse período estavam as respiratórias, urinárias, de ouvido.

Segundo o estudo, bebês amamentados exclusivamente com leite materno até seis meses de idade tinham menos chance de ter algum desses problemas ou, então, a doença acontecia de uma maneira mais branda. Isso sem contar o benefício para o vínculo mãe-bebê.

Os primeiros meses na vida de uma criança são de "ouro" para o seu desenvolvimento, e os estímulos recebidos nessa fase são fundamentais para os próximos anos.

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sobre picos de crescimento


O que são picos de crescimento?

Picos de crescimento são alturas em que o bebê aumenta a sua necessidade de ingestão de leite, ou seja, pede para mamar mais vezes e fica mais agitado. Isto acontece, pois devido ao seu desenvolvimento, o bebê vai precisar de mais alimento, e como o peito não aumenta automaticamente a sua produção, o bebê precisa mamar mais vezes para receber a quantidade de leite que precisa. Esta situação também pode acontecer em alturas em que o bebê aprende coisas novas, como aprender a virar-se, a engatinhar, a andar ou a falar, o leite materno também é alimento para o cérebro.

Quando é que os bebês têm picos de crescimento?

As alturas mais comuns de picos de crescimentos são nos primeiros dias do bebê, por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses, é claro que estas são alturas que podem variar de bebê para bebê ou podem acontecer e a mãe nem dar por isso, mas é bom ter uma ideia das alturas aproximadas em que isto pode acontecer. Estes picos podem continuar a ocorrer após o primeiro ano, mas como a criança já come outros alimentos mais regularmente, não são tão fáceis de detectar.

Quanto tempo dura um pico de crescimento?

Normalmente duram 2-3 dias, mas podem durar mais. Para que estes picos sejam mais suaves e durem menos tempo, siga os conselhos que apresentamos a seguir.

O que fazer quando surge um pico de crescimento?

Deve oferecer-se o peito sempre que o bebê pede, nestas alturas o regime livre torna-se ainda mais importante pois o bebê precisa receber uma maior quantidade de leite, e como não o consegue obter todo de uma só vez, vai precisar mamar mais vezes. Quanto mais vezes o bebê mamar, maior será o estímulo e maior será a produção de leite, só assim o seu corpo poderá se adaptar às novas necessidades do bebê. Não é aconselhável suplementar, pois ao oferecer um suplemento, o bebê não vai estimular o peito tantas vezes e assim a produção não tem a oportunidade de aumentar, e não irá acompanhar o crescimento do bebê.
Nestas alturas, a mãe que amamenta pode sentir mais fome e mais sede, e deve responder a estes pedidos do seu corpo, pois pode ser necessário para o aumento da produção.
O contato pele a pele também pode ser uma ajuda, tanto para acalmar o bebê como para aumentar a produção de leite.

Traduzido e Adaptado por APPM
Fonte: http://www.kellymom.com/bf/normal/growth-spurt.html

Saiba a idade indicada da introdução de alguns alimentos

1. Qual a importância dos nutrientes do leite materno no desenvolvimento do bebê?


O leite materno possui nutrientes como gorduras (35% a 58%), carboidratos (35% a 44%), proteínas (5% a 7%), cálcio, fósforo, vitaminas, ferro e uma série de outros micronutrientes. Os carboidratos fornecem energia ao bebê. As gorduras são fontes concentradas de energia que oferecem mais de 50% das necessidades do bebê e são ricas em ácidos graxos, importantes para o desenvolvimento do cérebro, da retina e dos tecidos nervosos. Já as proteínas são fonte de aminoácidos essenciais para o crescimento e desenvolvimento da criança. O cálcio e o fósforo atuam na formação de ossos e dentes. O ferro previne a anemia e a vitamina A ajuda nos processos de crescimento, desenvolvimento visual e integridade do sistema imunológico do bebê.


2. Quais substâncias do leite materno estão relacionadas ao sistema imunológico?


O leite materno é rico em diversas substâncias que fortalecem o sistema imunológico do bebê como os anticorpos, proteínas que defendem o organismo e os prebióticos, tipo de carboidrato conhecido como oligossacarídeo, que estimula o crescimento de bactérias benéficas no organismo e auxilia na prevenção de doenças alérgicas e infecções.


3. O que são os prebióticos?


Os prebióticos são o terceiro maior componente do leite materno. Trata-se de um tipo de carboidrato (oligossacarídeo), que estimula o crescimento de bactérias benéficas como as bifidobactérias e os lactobacilos no intestino, fortalecendo o sistema imunológico dos bebês. Além de garantir uma microflora intestinal saudável, os prebióticos diminuem os riscos de infecções comuns na infância como as infecções respiratórias, a diarreia e os quadros de alergias. É interessante lembrar que o leite de outros animais não possuem prebióticos.


4. O leite de vaca, cabra e soja são indicados para os bebês?


O leite de soja, vaca e de outros animais não são indicados, rotineiramente para crianças com menos de 1 ano de idade. O leite de vaca contém mais de 25 proteínas potencialmente alergênicas, das quais a beta-lactoglobulina (proteína do soro do leite) possui o maior potencial para induzir reações imunes. Cerca de 90% das proteínas de outros leites, como o de cabra e de ovelha, são semelhantes às do leite de vaca e altamente alergênicas. Por isso, esses leites devem ser evitados ao máximo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a não ser em casos excepcionais, a criança até pelo menos um ano deve receber apenas o leite materno. As fórmulas de soja ou mesmo aquelas obtidas a partir do leite de vaca podem eventualmente substituir o leite materno quando este, por quaisquer motivos, não puder mais ser fornecido. As bebidas à base de soja são indicadas para crianças maiores, adolescentes e adultos. O uso prolongado da soja, em crianças, ainda é passível de algumas restrições em termos de segurança em longo prazo.


Aproveitando essa ponte, vou responder uma dúvida que acredito que seja de muitas...

Do que são feitas as fórmulas infantis?

A maioria das fórmulas infantis é à base de leite de vaca modificado, para que se pareçam o mais possível com o leite materno. Os fabricantes modificam o leite de vaca para o consumo de bebês ajustando os níveis de carboidratos, proteínas e gordura, e acrescentando vitaminas e minerais. A proteína do leite é bastante alterada nas fórmulas para tornar sua digestão mais fácil, já que os bebês só estarão aptos a digerir leite de vaca normal (integral) depois do primeiro ano de vida. Além disso, o leite comum não é recomendado por também ser pobre em ferro, o que pode levar a uma anemia. Além disso o leite de vaca atrapalha na absorção do ferro dos outros alimentos, piorando e correndo assim um risco ainda maior de anemia.


5. Quais alimentos devem ser evitados no primeiro ano de vida do bebê?



A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança receba exclusivamente o leite materno até os seis meses de idade. Após essa faixa etária, o leite materno deve ser complementado com outros alimentos, até dois anos ou mais. Os alimentos que devem ser evitados, pelo menos nos primeiros 12 meses, são o mel, a farinha de trigo, a clara do ovo, refrigerantes, sucos industrializados, doces em geral, balas, chocolate, sorvetes, biscoitos recheados, salgadinhos, enlatados, embutidos como salsicha, linguiça, mortadela e presunto, frituras, café, chá mate e chá preto. Estes alimentos são ricos em gorduras, açúcar, conservantes ou corantes e podem comprometer o crescimento e desenvolvimento, além de aumentarem o risco de doenças como alergias, obesidade e carências de vitaminas e minerais. As fórmulas à base de leite de vaca modificado e soja podem ser oferecidas ao bebê, quando o leite materno não é passível de ser utilizado.


6. Os bebês devem comer alimentos com açúcar?


O açúcar, assim como o sal, deve ser evitado até o 1º ano de vida da criança. O açúcar existente de forma natural em alimentos como o leite materno, frutas, batatas, entre outros, é suficiente para as necessidades do organismo do bebê. Sociedades nacionais e internacionais como o ESPGHAN (Sociedade Européia de Pediatria e Gastroenterologia) e a Comunidade Européia contra-indicam o consumo exagerado da sacarose, uma vez que isso aumenta as chances do surgimento de cáries e o desenvolvimento do hábito de consumir alimentos doces, predispondo à obesidade e ao diabetes.


Alimentos não recomendados nos primeiros 12 meses:

  • Farinha de trigo: Contém glúten e a criança pode apresentar intolerância à substância.
  • Ovo: O ovo inteiro pode ser introduzido, sempre cozido, após o sexto mês. A exceção está em crianças com alergia alimentar e quadros alérgicos intensos, que devem evitar a clara (rica em proteína).
  • Mel: Com exceção do industrializado, o mel selvagem deve ser evitado antes do primeiro ano de vida, pois pode oferecer risco de contaminação, com o Clostridium botulinum, microrganismo causador do botulismo.
  • Pescados e frutos do mar: Indicado somente após o primeiro ano, pois são muito alergênicos.
  • Carne de porco: Deve ser evitada devido ao alto teor de gordura saturada, além de causar possíveis alergias.
  • Sucos prontos (industrializados): São recomendáveis depois de 2 anos, e mesmo assim, eventualmente. Os sucos naturais contêm mais vitaminas e muito menos açúcar.
  • Embutidos e frios: Como possuem muita gordura, sal e conservantes, devem ser evitados até os 2 anos.
  • Alimentos industrializados: Em geral, estes produtos têm em suas fórmulas corantes e conservantes, por isso não devem ser consumidos por crianças antes de um ano de vida. Além disso, contém um alto teor de gordura hidrogenada, o que pode provocar obesidade e uma alteração nas taxas de colesterol e triglicérides.
  • Refrigerantes: Esse tipo de produto tem elevada proporção de açúcar, corantes e outras substâncias sem nenhum valor nutritivo. Além disso, atrapalham a absorção de cálcio. Daí o motivo para serem evitados.
  • Enlatados: Contêm sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais que podem irritar a mucosa gástrica da criança, comprometendo a digestão e a absorção dos nutrientes, além do baixo valor nutritivo.
  • Doces: Os açúcares e doces tiram a fome e ainda prejudicam o valor calórico das refeições. Neste caso, o ideal é que eles sejam consumidos no fim do primeiro ano e em quantidades bem pequenas. Deve-se dar preferência às frutas da estação.

Lembrando: o tomate é recomendado esperar somente se houver casos de alergia na família, caso contrário não tem problema.
O morango é recomendado após 1 ano por conta dos agrotóxicos, se for morango orgânico não tem problemas ser antes.
Frutas ácidas como o abacaxi, maracujá, kiwi também acabam entrando nessa recomendação, porém não havendo histórico de alergia na família pode ser introduzida aos poucos, lembrando que não é necessário adicionar açúcar.

Fonte: Vya Estelar
Por: Thais Ventura em As delícias do Dudu

Seis razões para esperar 6 meses para introduzir sólidos

1. O intestino do bebê precisa estar desenvolvido

Os intestinos são a parte do corpo que filtra, peneirando as substâncias potencialmente perigosas e permitindo os nutrientes saudáveis. Nos primeiros meses, esse sistema de filtração é imaturo. Entre 4-6 meses o revestimento interno do intestino do bebê passa por um processo de desenvolvimento chamado fechamento, onde o revestimento se torna mais seletivo sobre o que pode ou não passar. Para prevenir que comidas potencialmente alergênicas entrem na corrente sanguínea, os intestinos maturando secretam IgA , uma proteína imunoglobulina que age como uma proteção, recobrindo os intestinos e prevenindo a passagem de alérgenos perigosos. Nos primeiros meses, a produção de IgA é baixo (embora haja muito IgA no leite materno), e é mais fácil assim para que potenciais alérgenos entrem no organismo do bebê. Uma vez que moléculas de comidas entram no sangue, o sistema imune pode produzir anticorpos contra aquela comida, produzindo uma alergia ao alimento. Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos do bebê estão maduros e capazes de filtrar os alérgenos mais ofensivos. Por isso que é tão importante esperar a introdução de alimentos sólidos particularmente se existe uma historia de alergia alimentar na família do bebê, o que demonstra uma tendência do bebê desenvolver alergias também, e prestar muita atenção quando oferecer os alimentos aos quais outros membros da família são alérgicos.

2. Bebês jovens tem reflexo de propulsão da língua

Nos primeiros 4 meses, a língua tem um reflexo de propulsão para proteger os bebês contra engasgo. Quando qualquer substância incomum é colocada na língua, automaticamente empurra para fora e não para dentro. Entre 4-6 meses de idade esse reflexo diminui gradualmente, dando ao primeiro cereal ou fruta uma chance de entrar no estômago e não ser rejeitado pelo reflexo da língua. Não somente essa parte inicial do trato digestivo (língua, boca) não está pronta para sólidos, como também a parte final (estômago e intestinos) também não estão "prontos".

3. O mecanismo de engolir do bebê é imaturo

Outra razão para não ter pressa na introdução de alimentos sólidos é que a língua e o mecanismo de engolir podem não estar prontos para funcionar juntos.
Dê uma colher de papinha a um bebê com menos de 4 meses, e ele vai mover essa comida ao acaso em sua boca, empurrando um pouco da papinha de volta a faringe onde é engolida, um pouco vai para espaços grandes entre as bochechas e gengivas, um pouco vai pra frente entre lábios e fora para o queixo. Ou seja, o bebê não tem um bom controle da mastigação e a direção para engolir, o que vai ser desenvolvido entre 4-5 meses de idade. Nessa fase o bebê desenvolve a habilidade de mover a comida do começo da boca para o fundo ao invés de deixar a comida flutuar em todo lugar e cuspir boa parte disso. Antes dos 4 meses de idade, o mecanismos de engolir do bebe é feito para trabalhar com sugar, mas não mastigar.

4. Bebês precisam ser capazes de sentar

Nos primeiros meses, os bebês associam comida com carinho. Alimentar-se é uma interação íntima, e bebês frequentemente associam o ritual de comer com pegar no sono nos braços ou no peito da mãe. A mudança de um peito suave e morno para uma colher fria e dura, pode não ser bem-vinda com uma boca aberta. Dar papinhas ao bebê é uma maneira mais mecânica e menos íntima de "entregar" comida. Requer que o bebê se sente num cadeirão de comer, uma habilidade que a maioria dos bebês desenvolvem por volta de 5-7 meses. Segurar um bebê na posição tradicional de mamar não é a melhor maneira de introduzir papinhas, porque seu bebê vai achar que vai ser amamentado (ou tomar mamadeira) e vai achar que algo está errado e vai provavelmente rejeitar a comida.

5. Bebês novos não são capazes de mastigar

Dentes raramente aparecem antes de 6-7 meses, outra evidência forte de que os bebês muito novinhos são designados para sugar e não mastigar. Nos estágios pré-dentes, entre 4-6 meses, bebês tendem a babar, e a saliva que ele baba é rica em enzimas, que ajudarão a digerir as comidas sólidas que virão em breve.

6. Bebês com mais de 6 meses gostam de imitar pais ou quem cuida deles

Por volta dos 6 meses de idade, bebês gostam de imitar o que veem. Eles veem você comer um legume e desfrutar com isso. Eles querem pegar um garfo e fazer o mesmo.

Traduzido por Andréia Mortesen do artigo do dr. Sears: 6 reasons to delay introducing solid food

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A consulta dos 4 meses

Na última terça-feira, Júlia teve consulta de rotina com seu pediatra, a consulta dos 4 meses. Eu estava muito ansiosa por esta consulta porque, geralmente, é aos 4 meses que o pediatra indica se devemos mudar a alimentação do bebê e introduzir outros alimentos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o bebê deve ser alimentado exclusivamente com leite materno até completar 6 meses. Entretanto, muitos médicos e mães optam por introduzir novos alimentos aos 4 meses, sendo que nem sempre é necessário.

Eu nunca tinha parado pra pensar no assunto, nem formado opinião a respeito até a Júlia completar 3 meses. Eu estava com a cabeça cheia de dúvidas quanto à alimentação da minha filha porque ela tem refluxo desde a primeira semana de vida e teve dificuldade para ganhar peso em seu primeiro mês. Depois disso, continuou engordando, mas eu tinha muito medo de que isso não fosse o suficiente pra ela e, conforme nossa experiência com a amamentação foi melhorando, eu queria cada vez mais amamentá-la pelo maior tempo possível. Assim, decidi que amamentaria exclusivamente até os 6 meses.

Depois de muito me informar, descobri que nem todos os pediatras apoiam plenamente o aleitamento materno e cada vez mais indicam o uso do leite artificial e introduzem as papinhas antes do recomendado. Aí começou a bater outro medo. Será que o pediatra da Júlia iria me apoiar no AME (aleitamento materno exclusivo) ou eu teria que mudar de médico até encontrar um que me apoiasse nisso??? Eu não queria mudar de médico, acho o pediatra da Júlia um ótimo profissional, mas não tinha a menor ideia de qual era a posição dele sobre o AME.

7kg de pura gostosura!!
Chegado o dia da consulta, logo que entramos no consultório, o médico já olhou pra Ju e disse que ela tinha engordado bastante. Ao examiná-la, nós dois nos surpreendemos. Júlia tinha engordado quase 2kg em 1 mês, coisa que nunca havia acontecido. Ela passou de 5,4kg para 7,3kg apenas mamando no peito. Para minha felicidade, o médico disse que eu poderia amamentá-la exclusivamente no peito até os 6 meses já que ela está ganhando peso normalmente (até mais do que o esperado) e minha produção de leite é satisfatória.

Mas por que introduzir novos alimentos somente após os 6 meses?

"A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até a criança ter 6 meses. Depois dessa idade, o leite materno não contém mais, sozinho, todos os nutrientes de que o bebê precisa, especialmente o ferro, por isso outros alimentos passam a ser necessários para complementar a dieta. 

O leite materno até os 6 meses ajuda a minimizar o risco de seu filho desenvolver reações adversas a certos alimentos, assim como alergias. Essa questão torna-se ainda mais importante no caso de haver um histórico familiar de alergias. Depois da introdução de novos alimentos, o leite materno deve ser mantido na alimentação da criança. 

Mesmo que seu filho só tome fórmula (leite artificial), e não leite materno, os especialistas recomendam esperar até os 6 meses para dar outros alimentos. 

Um dos motivos é que o sistema digestivo ainda não está preparado para digerir outras comidas, e outro é que o organismo da criança estará mais forte para combater eventuais infecções ou alergias decorrentes da alimentação variada. 

Caso você precise voltar ao trabalho e tenha que introduzir novos alimentos antes dos 6 meses, converse com o pediatra primeiro -- especialmente se o bebê tiver nascido prematuro. Na prática, muitos médicos acabam orientando a introdução de alimentos por volta dos 4 meses. 

Será que meu filho está pronto para outros alimentos? 

Uma criança está apta a experimentar novos alimentos se: 

• Consegue manter a cabeça erguida 

O bebê precisa manter continuamente a cabeça erguida, para que possa ser alimentado com a colher. O controle da cabeça apresenta grandes avanços a partir de 3 ou 4 meses. 

• Senta-se bem quando está apoiada 

No começo, talvez o bebê ainda necessite de ajuda para se sentar, por isso o próprio carrinho ou a cadeirinha que vai no carro podem ser boas alternativas. Os cadeirões serão usados um pouco mais tarde, quando seu filho já puder sentar inteiramente sozinho. 

• Não tem mais aquele reflexo de colocar a língua para fora 

Esse reflexo impede que os bebês engasguem. Eles põem a língua para fora sempre que alguma coisa mais dura é colocada na sua boca. Por volta de 4 a 6 meses, o reflexo desaparece, indicando que estão prontos para experimentar alimentos macios e pastosos. 

• Faz movimentos de mastigar com a boca 

Os bebês têm que aprender a movimentar a comida para o fundo da boca e engolir. À medida que engolem melhor, você provavelmente vai perceber que toda aquela babação dos primeiros meses tende a diminuir. 

Aos 6 meses, é possível que seu filho já tenha um ou dois dentinhos (geralmente, os inferiores nascem primeiro). Crianças que mamaram no peito costumam ter os músculos da boca e da língua bem tonificados, o que favorece o processo. Mas os dentes não são essenciais para o início da alimentação com sólidos. Muitos bebês mastigam com a gengiva. 

• Já tem o dobro do peso com que nasceu 

A maioria das crianças está pronta para ingerir alimentos pastosos quando já dobrou de peso em relação ao nascimento, o que pode acontecer por volta dos 4 aos 6 meses. 

• Mostra curiosidade sobre o que você come 

De repente, seu filho começa a ficar de olho no seu prato, e estende a mãozinha para tentar pegar a comida. Depois dos 6 meses, o paladar do bebê também já está mais apto a descobrir novos sabores. Isso não quer dizer que você deva dar a ele tudo o que ele pede. Vá com calma, seguindo as orientações do pediatra."

Fonte: Baby Center