quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sobre sustos, decepções, alívios e felicidade

Ontem, tínhamos um ultrassom marcado pela manhã. Seria a última vez que veríamos a Júlia na barriga da mamãe. Chegamos ao laboratório cedo e fomos atendidos antes da hora marcada.

Estava super ansiosa para ver minha miudinha, pois eu não a via desde as 22 semanas de gestação. Logo que o médico colocou o aparelho em minha barriga, veio o primeiro susto: "Ela está sentada!". Já fiquei meio atordoada com essa informação, pois ter um bebê em posição pélvica é passagem garantida para um cesárea aqui no Brasil, tudo o que eu não queria, mas até aí, tudo bem...

Mais uma olhadinha, o médico me indicou onde estão as partes do corpinho dela, olhamos as medidas de alguns órgãos e chegamos ao fim do exame. Ao terminarmos, segundo susto: "Ela não está se desenvolvendo como esperado, seu peso está abaixo do normal e seu desenvolvimento é compatível com a idade gestacional de 36 semanas e não 38 como deveria ser". Fiquei um pouco mais triste. Como assim, minha filha estava com baixo peso? Ela se desenvolveu perfeitamente durante a gestação e eu não tive nenhum problema que indicasse que isso poderia acontecer. Fiquei muito mais desnorteada do que já estava e o medo só aumentando.

O médico analisou mais um pouco os valores obtidos pelo ultrassom e... terceiro susto: "Seu nível de líquido amniótico está um pouco abaixo do normal, mas é considerado aceitável. Corre o risco de que o líquido diminua nos próximos dias e pode deixar o bebê sem oxigenação. Sugiro que você procure seu médico ou pronto-socorro ainda hoje para ver quais procedimentos eles querem tomar para que não haja riscos ao bebê". Pronto, já foi motivo para me deixar mais nervosa.

Fomos à recepção esperar a saída do laudo, eu estava totalmente perdida e o Guto também estava preocupado. Não aguentei e comecei a chorar de medo. Eu tava tão feliz com minha gravidez super saudável, tudo estava dando certo. Por que isso teria que acontecer agora, faltando uma semana pra ela nascer??

Eu e o Guto decidimos que iríamos ao hospital depois do almoço para ver o que poderíamos fazer. Algo me dizia que ela nasceria ainda hoje, mas eu não queria acreditar muito nisso.

Saímos do laboratório e fomos para casa. Terminei de colocar as coisas que faltavam na mala da maternidade, dei algumas orientações para o Guto sobre o que fazer se eu tivesse que ser internada, tomei um banho bem gostoso, conversamos um pouquinho com a Júlia, acreditando que essa seria a última vez que falaríamos com a miudinha dentro da barriga, e saímos para almoçar e depois ir ao hospital. Até aí, eu já estava bem calma e tranquila. Se ela tivesse que nascer hoje, tudo bem, eu só quero que ela venha saudável. Comecei a me animar, achando que até a noite, já estaria com meu bebê em meus braços.

Chegamos ao hospital, a médica avaliou meu ultrassom, disse que realmente estava com o líquido um pouco baixo e pediu para eu refazer o ultrassom, agora com doppler para verificar o fluxo sanguíneo que ia para o bebê. Fiz o ultrassom e dessa vez tivemos resultados um pouco melhores. Meu nível de líquido amniótico havia subido e já era considerado normal, o peso da Júlia ainda estava abaixo do esperado, mas nada tão preocupante e ela realmente estava sentada.

Com esses resultados, fui avaliada por um segundo médico que disse que não havia motivos pra me preocupar e ainda estava cedo pra ela nascer, poderíamos esperar mais uma semana sem problema algum, porém teria que fazer mesmo a cesárea por causa da posição pélvica. Sendo assim, ele pediu para eu fazer um exame de monitoramento cardíaco fetal, chamado cardiotoco, só para ter certeza de que estava tudo bem.

Fiz o cardiotoco onde monitoramos os batimentos cardíacos da Júlia, se havia contrações e a presença de movimentos do bebê. Até que foi um exame gostoso de fazer, amo ouvir o coraçãozinho dela.

Depois do exame, fui avaliada por uma terceira médica. Ela olhou o cardiotoco e o ultrassom, e disse que estava tudo normal. Me explicou o que poderia ter causado essa variação de líquido amniótico e realmente não era nada grave. Sendo assim, a médica me liberou e disse para eu voltar ao hospital na segunda-feira para repetir os exames, já que até lá estarei com mais de 39 semanas, bem pertinho da data prevista para o parto.

Enfim, eu e o Guto voltamos para casa com um misto de alívio e decepção. Alívio por saber que ela está bem e não corre risco algum. Decepção por não poder ter o parto normal e não tê-la em nossos braços ainda hoje, mas isso é o de menos.

Agora só nos resta esperar pelos novos exames e torcer pra que ela ganhe um pouquinho mais de peso nesse últimos dias em sua "casinha".

Esse pequeno susto nos deixou muito mais ansiosos para chegada da nossa princesinha. Esse foi o primeiro aviso de que ela pode vir a qualquer momento mesmo! Não vejo a hora de tê-la aqui comigo, ainda bem que sinto os dias passarem bem rápidos. Só precisamos esperar mais uma semana...

UMA SEMANA!!

Mais uma semana pra curtir a barriga e morrer de amores pela minha sapinha.

Eu te amo muito, minha pequena Júlia Papai e mamãe não aguentam mais de ansiedade para te conhecer. Venha logo!!

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