quarta-feira, 2 de maio de 2012

Enfim, maio...

Lembro-me da primeira consulta do pré-natal, em novembro. A médica disse que a data prevista para meu parto era 26 de maio. Pensei: "Nossa! Maio está tão longe, vai demorar muito pra chegar...". Depois disso, parece que alguém resolveu por o relógio para correr porque maio chegou mais depressa do que eu esperava.

Depois de quase 9 meses, me vejo diante da tão esperada chegada da Júlia. Quantas coisas aconteceram nesses últimos meses... Como eu mudei, cresci, amadureci. Chorei, tive medo, tive coragem, fui em frente,  entrei em pânico, chorei de novo, ri, planejei, mudei os planos, chorei mais uma vez, tive mais crises de pânico e medo, mas nunca desisti... Lutei muito para fazer o melhor possível para meu bebê, e aqui estamos, a semanas de sua chegada.

Com 37 semanas de gestação, Juju já está pronta para nascer, mas ainda não é a hora certa. Todo dia acordo e penso: "Será que é hoje?", qualquer dorzinha que sinto, penso que é ela querendo nascer, mesmo sabendo que ainda é um pouco "cedo" pra isso. Não queria admitir, mas estou ansiosa, e muito!

A todo instante me pego pensando em como será meu parto. Sempre estive tranquila em relação a isso, mas agora que sei que está perto, tenho medo. Fico imaginando como será minha vida com esse bebê, penso que agora não existe só a Beatriz ou só o Gustavo, ou só o casal. Depois que a Júlia nascer, seremos três, para sempre... Sim, isso me assusta muito!

Vejo esse berço vazio ao meu lado toda noite e fico mais ansiosa para vê-lo ocupado pela minha pequena. Vejo todas as roupinhas e me imagino cuidando do meu bebê, dando banho, trocando a fralda, amamentando. Diante de tudo isso, sinto medo de novo, mas esse medo me dá coragem, determinação e forças. Ser mãe será meu desafio diário pelo resto da minha vida, não há como desistir e não quero desistir. Vou usar toda minha força e determinação para executar a difícil tarefa de cuidar de um ser tão pequeno e frágil, que mesmo depois de grande, ainda será meu eterno bebê.

Saibam que eu não sou a única pessoa ansiosa para ver o rostinho da Júlia. Mal começou o mês e muitas pessoas, muitas mesmo, já me perguntaram se ela já nasceu ou se está perto. A ansiedade alheia me enche de alegria porque mostra que minha filha não foi apenas desejada e esperada por mim, mas também por muitos amigos e familiares. Porém, essa ansiedade me incomoda um pouco porque me deixa mais agitada, mais alerta à realidade, não que isso seja algo ruim, mas deixar a grávida com os nervos à flor da pele não é uma coisa muito legal.

Outra coisa que cresce com a ansiedade é o amor que sinto pela Juju. Nunca imaginei que fosse capaz de amar tanto alguém como amo esse pedacinho de gente que nem conheço ainda. Hoje, posso dizer que cheguei ao ponto máximo do meu amor, mas amanhã esse amor será superado e aumentará um pouco mais, e é isso o que vai acontecer todos os dias. Esse amor crescerá infinitamente...

Quanto ao parto, não pretendo agendar. Quero que a Júlia decida quando ela quer vir ao mundo, quero continuar na expectativa e ser surpreendida quando ela me der o sinal de "Estou pronta, mamãe!".

Agora só nos resta esperar, com muito amor e carinho, pela chegada da pessoinha mais importante da minha vida.

Eu te amo muito, filha!

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