terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sobre estrias...


Minha barriga não está como a da foto (ainda bem), mas cada marquinha nova é sinal de que a Júlia conseguiu mais um espacinho pra ficar confortável em sua "casinha".

Depois que ela nascer e eu olhar essas estrias, lembrarei que um dia meu corpo foi o abrigo da minha pequena e se adaptou a ela da maneira em que ela se sentia melhor. Também lembrarei que foi nesse abrigo que eu gerei uma vida com muito amor e carinho.

Para o resto da vida olharei essas estrias e me lembrarei: "Aqui foi o lar da Júlia...".

Sem mais.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Lenda sobre os nomes

Todo mundo já ouviu dizer que o nome determina as características da criança né?! Principalmente quando você resolve dar nome de anjo ao seu filho e todo mundo diz que a personalidade da criança será bem diferente disso. Quem nunca ouviu que todo Gabriel é bagunceiro? E por aí vai...

Hoje descobri as características do nome Júlia:


Júlia - levada/ativa, extrovertida/agitada, inteligente.

Bom, pela bagunça que ela faz na barriga da mamãe, principalmente na hora de dormir, deve ser bem ativa mesmo. Veremos quando nascer...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Exigências

Tenho um bebezinho que se apropriou do meu útero há 6 meses e já faz exigências...

Isso mesmo gente, a Júlia nem nasceu e já tem vontade própria!

Antes de engravidar, eu sempre dormia virada pra direita. Depois, comecei a dormir virada pra esquerda porque me sentia mais confortável e aumentava a oxigenação do bebê.
Agora, me sinto mais confortável na direita de novo, mas a Júlia não me deixa dormir assim... Quando viro pra direita, ela fica me cutucando até mudar de posição. Tenho que ficar do jeito que ela quer. Eu, como uma boa mãe coruja, mudo de posição né. Por ela, dormiria até plantando bananeira...

Acho que estou mimando demais essa menina.

Também tem os dias que ela resolve que não quer papo com o papai. Ela sempre faz uma bagunça danada quando ouve a voz dele, mas quando não quer papo, ele pode ficar o dia todo cutucando minha barriga e falando com ela e ela nem se move.

Acho que essa menina já sofre de bipolaridade antes mesmo de nascer, parece a mamãe.

Coitado do papai, agora vai ter que aguentar duas mulheres malucas... rsrs

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Carta de um bebê para a mamãe com sono


Querida mamãe,

esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você veio. Ainda bem! Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. 

Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo, mas não tente negar: você estava com pressa para ir dormir outra vez. Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo tão calmo, um silêncio, nós dois juntinhos. Estava legal e eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar e resolveu me fazer dormir. 

Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos, meia hora. Mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados. No final das contas acordei a casa inteira cinco vezes. De manhã nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo.

Os adultos tem hora certa para tudo mas eu ainda não entendi essas de relógio e tarefas estafantes que as pessoas grandes precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus três meses ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia, eu vou sair por aí, vou saber telefonar e posso lhe deixar doida para saber o que ando fazendo e então você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra mamãe. Até lá já poderemos nos entender inclusive através das palavras.

Sinto a angústia da separação, pois terminei de viver uma das grandes. Você também, mas vive tudo isso como adulta consciente. Eu ainda vivo no inconsciente. Por enquanto nossa comunicação direta fica restrita aos nossos sentimentos inconscientes. Eu não sei nada, tudo é novo para mim. Você pode até achar que não sabe nada e que tudo é novo para você, mas eu vou aprender o que você me ensinar através da sua sensibilidade, dos seus sentimentos em relação a mim. Sabe, mamãe, se você quer um conselho, vou dar: quando eu chorar à noite, não salta logo para meu berço desesperada, como se o mundo fosse acabar. Espere um pouquinho, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois nós, bebês, somos muito sensíveis aos sentimentos dos adultos, especialmente os da mamãe. 
 
Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. Conforme você for desenvolvendo sua paciência mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranqüilidade e nós não teremos mais noites infernais; apenas noites de mamãe/bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Seu bebê.

Autor desconhecido

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Coisas de grávida

Uma das coisas estranhas da gravidez são os sonhos bizarros. Tive um desses a pouco tempo e ficou marcado em minha memória.

Ao mesmo tempo que foi estranho, foi muito engraçado. E, de certa forma, não acharia tão ruim se acontecesse na vida real.

Sonhei que minha barriga tinha esticado tanto que chegou a abrir um buraco em meu umbigo. Através desse buraco, podíamos espiar a Júlia o tempo todo. Ela até acenava durante o sonho... rsrs.

Eu ficaria louca se realmente tivesse um buraco em mim, mas seria ótimo poder ver a Juju o tempo todo e desvendar os mistérios da vida no útero da mamãe.

Tudo culpa dessa ansiedade! rsrs

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Os riscos do parto agendado

Dar à luz deveria ser um ato natural para as mulheres, certo? Mas, infelizmente, não é isso o que tem acontecido nesses últimos anos.

Muitas pesquisas mostram que o número de cesáreas eletivas (o parto agendado) cresceu em muitos países, e no Brasil não é diferente. Essa prática pode trazer riscos ao bebê se ele nascer sem estar preparado pra isso.

O ideal é deixar que seu corpo avise quando o bebê estiver pronto para vir ao mundo. Além de trazer benefícios ao bebê, também trará muitos benefícios às mamães.

Então, mamães, cuidado com os médicos que tentam te convencer a fazer uma cesárea por pura comodidade. Pense antes no seu bem estar e no bem estar de seu filho.

Leia a matéria sobre os riscos da cesárea eletiva em O risco de agendar um parto cesárea sem necessidade - Revista Crescer.

Para as mamães que ainda estão em dúvida sobre os tipos de parto, pesquise como funciona cada tipo, recuperação, prós e contras para a mãe e o bebê. O site Baby Center traz matérias muito esclarecedoras sobre o assunto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

15 maneiras de aliviar o estresse da vida materna

Ser mãe é um dos maiores sonhos de muitas mulheres, mas uma coisa que ninguém nunca me disse é que isso traz muuuuuito estresse, mesmo durante a gravidez.

Li uma matéria no site Terra que nos traz algumas dicas para relaxar e muitas delas servem também na gravidez.

Algumas dessas dicas, já adotei há algum tempo e realmente ajuda a aliviar um pouquinho a tensão e o estresse que chegam com nossas preocupações.



15 maneiras de aliviar o estresse da vida materna

1 - Comece a se exercitar

Pode parecer piada pedir para alguém que provavelmente mal tem tempo para fazer uma refeição em paz, encontrar espaço na agenda para fazer exercícios. Mas o fato é que mexer o corpo é um dos principais fatores que ajudam a reduzir o estresse.

2 - Redescobrir um hobby

Não dispense todas as atividades de que gostava antes de ter filhos. A falta de tempo não deve significar riscar um hobby da lista de desejos. Não se esqueça de que é mãe agora, mas que ainda é você.

3 - Rir

O riso estimula o corpo a produzir hormônios que ajudam a reduzir o estresse. Assista a programas ou filmes que causem risadas, mesmo que discretas. Já será o suficiente para ajudar a relaxar um pouquinho.

4 - Desfrutar de rituais

Ações que lhe proporcionem prazer são muito importantes para provocar relaxamento. A questão aqui é parar e prestar atenção em alguma ação, como tomar uma xícara de café pela manhã, relaxar uns minutinhos ao lado do marido, ler uma revista na cama, entre outras coisinhas prazerosas.

5 - Ter alimentação saudável

Ingerir os chamados carboidratos complexos, encontrados em grãos integrais, vão ajudar a manter os níveis de energia no corpo por mais tempo. Isso porque vão liberando açúcares na corrente sanguínea aos poucos, em vez de provocarem uma avalanche da substância rapidamente e logo depois uma queda vertiginosa.

6 - Reservar um tempinho para si

Pode parecer difícil, mas a ideia é não dispensar os momentos possíveis de fazer algo apenas para si. Se o bebê está dormindo e tem alguém em casa para ajudar, tente tomar um banho mais longo, de banheira se tiver, ler um livro, dormir. Mas tente não ficar pensando no que precisa fazer ou se preocupar se vão cuidar bem do pequeno se ele acordar.

7 - Não esquecer as amigas

Sair ou mesmo papear com as amigas pode ter ficado de lado desde a chegada do bebê. Mas não se esqueça de manter contato, mesmo que seja rápido e à distância. Um telefonema, um email, uma mensagem pelas redes sociais já valem. As amigas são excelente fonte de apoio e conforto.

8 - Passe um tempo ao ar livre

Ficar o dia todo em ambientes fechados não colabora para eliminar o estresse. Principalmente se a casa não for bem iluminada ou ensolarada. Um passeio, mesmo que rápido, ao ar livre com certeza ajudará a recarregar as baterias.

9 - Programe o tempo para se preocupar

Pode parecer engraçado, mas é preciso planejar até mesmo o momento de se preocupar e tentar planejar as coisas. Ficar martelando o dia todo sobre se o bebê está comendo direito, se dormiu bem, entre outras coisas não é produtivo e apenas aumenta os níveis de estresse.

10 - Brinque

Com certeza você não tem vontade de pensar em organizar brincadeiras ou mesmo em se divertir. Mas pintar, fazer um scrapbook, cantar ou fazer qualquer outra coisa divertida pode ajudar a relaxar.

11 - Contar com ajuda da água

Ficar em contato com a água, de preferência quentinha, e com uso de produtos que trarão sensações agradáveis, é algo precioso para todos, mas principalmente para mães estressadas. Banhos de banheira são ideais, mas mesmo banhos rápidos debaixo de um chuveiro morno trarão benefícios ao corpo e à mente.

12 - Meditar

A prática de meditação traz benefícios como redução da pressão, controle da respiração, relaxamento muscular, além de melhorar concentração e ajudar no controle dos pensamentos.

13 - Dormir

Você provavelmente ouviu diversas vezes que precisa dormir quando o bebê faz o mesmo. Qualquer mãe sabe que isso é impossível, já que depois que o recém-nascido fecha os olhos, é hora de organizar a casa, comer, tomar banho, enfim, fazer tudo o que deve ser feito. Mas tente não ser detalhista e seguir a recomendação, nem que seja para tirar cochilos de 10 ou 20 minutos.

14 - Praticar sexo

É reconhecidamente uma maneira de aliviar o estresse. Se estiver muito cansada para pensar no assunto, não deixe de manter contato físico com o companheiro, mesmo que seja dormir abraçados ou fazer uma massagem.

15 - Ouça música

Ritmos lentos e mais suaves são mais indicados para relaxar, mas isso não exclui outros. O importante é desfrutar dos benefícios de músicas que lhe agradem.
















segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Acalmando bebês

Bebê calminho, mamãe feliz!



A melhor maneira de acalmar um bebê mais novinho é reproduzindo o ambiente uterino. Veja algumas dicas a seguir:

10 Maneiras de Reproduzir o Ambiente Uterino

1. Segurar o bebê
2. Dançar com o bebê
3. Embalar o bebê
4. Embrulhar o bebê bem apertadinho
5. Ligar um barulho contínuo (shh shh) ou cantar
6. Passear no carro
7. Caminhar com o bebê
8. Amamentar
9. Dar ao bebê algo para sugar
10. Colocar o bebê num balanço

Os 5 S para Acalmar um Bebê até 3 Meses

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.

1. Swaddling (embrulhar o bebê apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados mas nunca tocados freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.

Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, “de volta ao útero”. Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.

Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto.

Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.

Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranquilos e calmos.

2. Side/Stomach (posição de lado)

Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.

Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Em muitas culturas os bebês passam 24 horas por dia pendurados às mães (em algumas dessas culturas não há sequer uma palavra para designar “cólica do recém-nascido).

Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.

O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.

3. Shhhh Shhhh – O som favorito do bebê

O som “shhh shhh” é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante.

Para bebês novinhos, “shhh” é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio !

Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça “shhh”, “shhh”. Aumente o volume do “shh” até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar “calar” um bebê choroso fazendo “shh”, mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.

Na primeira vez fazendo “shhh”, seu bebê deve calar pós uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.

Para substituir o “shhh”, pode-se ligar:
- secador de cabelos ou aspirador de pó
- som de ventilador ou exaustor
- som de água corrente
- um CD com som de ondas do mar
- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos
- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia
- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro
- máquina de lavar louças

O barulho do carro ligado também acalma a criança.

4. Swinging – Balançar

“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo – movimento, movimento, movimento.”
(Frederick Leboyer, Loving Hands)

Quando pensamos nos 5 sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato – geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.

Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Quem não se lembra de adormecer quase de forma hipnótica como movimento de uma rede ou de um trem? Por que tais movimentos trazem um relaxamento tão profundo? Porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de “movimento” dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.

Como balançar?
1. Carregando o bebê num “sling” ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.

A diferença entre balançar e sacudir

“O ato de sacudir podendo causar a síndrome do bebê sacudido (shaken baby syndrome) é tão violento que pessoas observando a situação podem reconhecer como perigoso e capaz de matar a criança” (Academia Americana de Pediatria, Julho 2001)

Quando balançar o bebê, seus movimentos devem ser rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.

5. Sugar – a cobertura do bolo

Agira que seu filho irrequieto começou a se acalmar com as quatro primeiras etapas, ele já está pronto para a quinta e gloriosa fase: sugar. Trata-se da cobertura do “bolo da calma”, pois induz a criança, que já está mais tranqüila, a alcançar um estágio de profunda tranqüilidade.
Obviamente, é mais difícil para seu filho gritar com uma chupeta na boca, mas não é por essa razão que sugar tem um efeito calmante. Na verdade, esse ato afeta o sistema nervoso infantil, aciona o reflexo calmante e libera substâncias naturais no cérebro, que provocam, em questão de minutos, um alto nível de relaxamento e satisfação.
Alguns pais dão aos filhos mamadeiras ou chupetas, mas em qualquer lugar do mundo e em qualquer época, o brinquedo favorito de sucção é o bico do seio da mãe. Como já mencionamos, em algumas sociedades, para tranquilizar os bebês, as mães oferecem o seio quase cem vezes por dia

Em resumo, as duas primeiras etapas – embrulhar e colocar de lado/de bruços – iniciam o processo de apaziguamento ao impedir que braços e pernas se agitem, ao “desligar” o reflexo de Moro e ao ajudar o bebê a se concentrar em você à medida que o reflexo calmante começa a ser ativado. A terceira e quarta etapas – fazer só… e balançar – interrompem o ciclo do choro ao ativar o reflexo calmante e tranquilizar o sistema nervoso da criança. A quinta etapa – sugar – mantém o reflexo atuando e permite que o bebê consiga relaxar profundamente.
As cinco etapas são recursos fantásticos, mas como qualquer ferramenta, a habilidade de usá-las aumenta com a pratica. Uma vez que o reflexo só funciona se acionado na ordem correta, você vai descobrir que dominar essa técnica antiga é a primeira tarefa importante da maternidade.
Interessante notar que não só os pais melhoram com a prática, mas também os bebês. Muitos pais percebem que, depois de algumas semanas embrulhando-os com firmeza, os bebês começam a esticar os braços e a se acalmar no instante em que são postos sobre o cobertor. É como se eles dissessem “eu me lembro, eu gosto disso”.
Você pode ler sobre as cinco etapas e pensar: o que há de novo? Esses procedimentos são conhecidos há séculos. E você estaria parcialmente certa. As etapas em si não são novas; a novidade, entretanto, são os dois conceitos essenciais que as tornam realmente eficazes: a vigor e a combinação entre elas.

Fonte: Baby Wrap

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nunca diga a uma grávida...

Existem pessoas que não tem bom senso e falam cada besteira pra gente durante a gravidez. Dá muita vontade de ser bem grossa às vezes, mas preservo minha educação e respondo com um meio sorriso, só não garanto até quando minha paciência vai durar...

Então você, que é meio desligado, veja essas dicas de coisas que NUNCA devem ser ditas a uma mulher grávida. Acredite, isso é muito indelicado e nos dá muita raiva. Haja paciência!


  • "E ai? Foi planejado?

Que diferença faz se foi planejado ou não? A criança já esta ai e se a grávida está dando a noticia é porque está feliz e não porque ela está afim de responder às pessoas chatas. Ao invés de perguntar isso, diga apenas: Meus parabéns!!! 


  • Se a mulher estiver grávida de múltiplos não pergunte: "Você fez tratamento de fertilidade?" Ao invés disso, você pode perguntar de uma maneira mais delicada como: "Existiam casos de múltiplos na sua família?



  • "Nossa, parece que você engoliu uma melancia ou nossa como você está enorme!! - Quantos quilos você engordou? Tudo isso?"

Vai por mim, essas são as últimas coisas que uma mulher grávida gostaria de ouvir na gravidez! 


  • "Nossa sua barriga esta tão pequena!" Ou: "Tem certeza que não esta esperando gêmeos? Sua barriga esta enooorme!!

Uma hora a barriga está pequena demais, outra hora grande demais....Você é obstetra ou especialista em tamanho de barrigas? Não, então fique na sua!! Ah, comparar barrigas de grávidas, do tipo: "Ué, mas fulana está com a barriga maior (ou menor) que a sua" também não é legal (Fica a dica)! 


  • "Aproveita agora porque quando o bebê nascer sua vida acabou!!!

Não é porque você é uma pessoa frustrada, desorganizada e de mal com a vida que todo mundo vai ser assim também né? 


  • "Nossa, eu nunca tive enjoos, isso é frescura de grávida!" ou: "Ai, se prepara você ainda vai passar muito mal, passei mal a gravidez inteira!!

Mais uma vez, evite comparações, cada mulher é única, cada gravidez é única, não é porque você não passou mal ou porque passou mal durante os nove meses de gestação que todas as mulheres da face da terra terão a mesma experiência que você!


  • "Meu parto foi horrível,nunca mais quero ter filhos!"

Histórias de aborto, de doenças, de tragédias etc. são sempre muito chatas para se ouvir nesse período! Guarde as suas histórias de horror para você mesma!! Ninguém está interessada em saber!! 


  • "O que?? Quer fazer parto normal?? Você é louca??? Vai ficar toda relaxada, ter problemas urinários, sua vida sexual nunca mais será a mesma??"

Não, louca é você, louca e desinformada (da vontade de responder isso, sério!)!!! Não comente coisas que você não tem o mínimo de informação a respeito, mitos e boatos não devem ser compartilhados com uma mulher grávida. 


  • "Cuidado viu? Se engordar muito nunca mais vai voltar a ser magra!! Olha só para mim, não consegui mais voltar a velha forma!!"

Isso vindo de uma pessoa que era gorda antes de engravidar, que come feito louca, que não faz exercícios físicos, que continuou comendo por 4 depois da gravidez... a vontade que tenho é de responder: Querida, nem todas as mulheres são preguiçosas e sem força de vontade! Tem mulheres que engordam mais de 25 quilos na gestação e conseguem depois ficar mais magras do que antes de engravidar, eu prefiro me incluir nesse grupo!

"Roubei" esse post do blog da Raiza Dias para deixar muitas pessoas alertas. Vocês não imaginam o quanto é desagradável para uma grávida ouvir comentários assim, mesmo que não sejam ditos por mal.

Dica: Pense duas vezes antes de dizer qualquer coisa do tipo a uma futura mamãe. Ela poderá cortar relações com você para sempre!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Conhecendo o papai da Júlia

Durante a gravidez tudo o que fazemos sempre é pensando em nosso bebê. Só falamos sobre nosso pequeno, só pensamos nele, sonhamos com ele... Enfim, nosso mundo ganha outro foco, nossa vida começa a girar em torno de um ser que nem nasceu.

Estar grávida é uma maravilha e, por passar o tempo todo com o bebê se desenvolvendo dentro de nós, achamos muitas vezes que isso é coisa só de mãe. Com isso, deixamos de lado a pessoa que tornou isso possível, que nos tornou mãe e nos deu o maior presente do mundo.

Sim, eu amo estar grávida e amo muito mais minha Julinha, mas não posso esquecer que ela foi gerada através de um outro amor. Um amor mais antigo, um amor que cresceu e amadureceu junto comigo, um amor tão grande quanto o que eu sinto pela minha filha. O amor que eu sinto pelo Guto! Então, vamos conhecer um pouco mais sobre essa pessoa que me fez mãe e (quase) esposa.


Gustavo Simões Pinto Gondim, esse é o nome do papai da Júlia. Ele tem 19 anos, é Analista de Sistemas e recentemente abriu uma empresa de desenvolvimento digital com o padrinho da Júlia.

Nossa história


Conheci o Guto em 2008, no 1º ano do Ensino Médio, tínhamos 15 anos. Primeiramente, ficamos muito amigos, como se nos conhecêssemos há anos e por causa dessa grande amizade, nos apaixonamos. Começamos a namorar em outubro de 2008.

O começo do namoro foi meio difícil, não por culpa dele, mas por minha causa. Com 15 anos, eu era um tanto imatura e não imaginava que meu namoradinho de escola seria meu futuro marido. Talvez nem levasse o namoro tão à sério quanto ele.

Ah, se não fosse a insistência do Guto e as milhares de vezes que ele demonstrou o quanto me amava e acreditava no nosso amor. O Gustavo sempre foi uma pessoa mais madura e mais responsável do que eu. Foi graças a ele que eu cresci e amadureci, e com a chegada da Júlia, me tornei mais responsável.

Tivemos muitas brigas, como todo casal adolescente. Terminamos algumas vezes, mas nossa separação mais longa foi de uma semana (!). Aos poucos percebi o quanto ele era importante pra mim, e com isso, criei uma dependência dele. Hoje não sei mais como seria minha vida sem meu grande amor. 

O período mais difícil de nosso namoro foi entre os 17 e 18 anos. Nessa fase, criamos mais responsabilidades e já caminhávamos para o mundo dos adultos. O Guto começou a trabalhar aos 17 anos, assim passamos a nos ver apenas pela manhã durante as aulas. Aí veio a época do vestibular, as coisas ficaram um pouco mais corridas, e pra ajudar, meus pais resolveram que mudariam para Sorocaba no final do ano de 2010.

Meus pais mudaram e eu fiquei em São Paulo pra ir viajar com o Guto no final do ano e logo depois ia fazer a segunda fase do vestibular da Fuvest. Isso me garantiu mais uns dias perto dele.

A parte da mudança foi a mais difícil de todas. Depois do aniversário de 18 anos do Guto, saiu a lista de convocados da Fuvest e eu tinha passado na USP! Sim, foi um momento de pura felicidade que compartilhei só com ele, pois meus pais já estavam longe. O problema era que o campus ficava em Piracicaba, mais um motivo que me afastaria dele.



A faculdade não deu certo, voltei a morar com meus pais, mas o vazio que eu sentia por estar longe do Guto só aumentava. Depois de alguns meses, resolvemos morar juntos. Aí surgiu a Juju e o resto da história vocês já sabem...

Sobre o Guto


Ele é uma das pessoas que mais admiro por suas inúmeras qualidades. Tenho orgulho de tê-lo ao meu lado e dizer que ele é meu futuro marido e pai da minha filha. Me apaixonei pelo seu caráter, por ele ser essa pessoa responsável, paciente, carinhosa. Por fazer com que eu me sinta especial e única a cada dia. Por cada elogio sincero e cada minuto que passamos juntos, rindo ou chorando.

Hoje, estamos juntos há 3 anos e 4 meses. Estamos "casados", à espera de um lindo bebezinho e eu estou muito mais do que feliz, graças a ele.

Eu não estaria vivendo essa maravilha da maternidade se não fosse por ele, essa felicidade imensa não existiria e eu não teria o motivo que tenho para ir em frente e viver a vida com mais alegria.

Talvez eu não estivesse curtindo tanto a gravidez se o Gustavo não estivesse comigo. Foi ele que tornou isso tudo especial, não foi só a Júlia. Ele chorou de alegria comigo quando vimos o resultado positivo do teste de farmácia, ficou mais feliz ainda quando confirmamos o resultado no médico. Abriu um sorriso lindo quando viu nossa princesa pela primeira vez no ultrassom e ficou mais feliz ainda quando descobrimos que nosso bebezinho era a Júlia. Ele que me acalma quando choro sem motivo a noite, tira meus medos e preocupações que vieram junto com a maternidade. Até chora ao meu lado quando é preciso. Leva bronca e aguenta meu estresse por causa dos hormônios e não reclama um só minuto, muito pelo contrário, me ama cada vez mais e me dá muito mais carinho.



Obrigada meu amor por estar ao meu lado todos os dias e por ter feito eu ser quem sou agora. Obrigada por ter iniciado comigo a Família Nunes Gondim.

Não se sinta excluído quando me ver curtindo a Juju em minha barriga. Cada vez que me ver feliz e radiante por causa da gravidez, sinta-se feliz também e saiba que foi você o responsável por tudo isso. E eu só posso agradecer.

Eu te amo muito!




Para os pais mais desavisados


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Para as mães de primeira viagem


1) Prepare-se, você vai sentir o amor maior do mundo, e ele só aumenta (não sei como cabe no coração da gente);

2) Não acredite em tudo que as pessoas te falam, caso contrário você irá enlouquecer;

3) Os bebês têm uma capacidade de chorar indescritível – não é só o seu que é assim!!! Todos são. Você é uma mãe incrível, eles choram mesmo, é a única maneira que eles têm de se comunicar;

4) Se você contratou uma enfermeira, existe a chance de voltar a acreditar em bruxas;

5) Só por esses pequenos é que deixamos de dormir por meses seguidos;

6) Ser mãe muda tudo;

7) A gente faria tudo para eles não sentirem nenhuma dor, NUNCA;

8 ) Quando eles começam a sorrir, nossa alegria se multiplica;

9) Só por eles a gente engorda, incha, fica sem dormir, passa mal, enjoa e ainda agradece por tudo isso;

10) Tem dias que você não entende o que está acontecendo… é muita mudança mesmo;

11) Tem dias que a gente precisa cuidar de nós mesmas, OK;

12) Seus pais nunca mais serão os mesmos, o foco agora é o netinho(a);

13) Com certeza, você vai comprar muito mais roupas e acessórios do que seu pequeno conseguirá usar;

14) Todas as mães sempre acham que não estão fazendo o suficiente para os seus filhos, isso é super normal, não se sinta culpada sozinha;

15) Às vezes você vai sentir falta da sua vida sem tanta responsabilidade, mas esses momentos passam bem rápido;

16) Não se esqueça do seu marido, OK? Antes o seu amor era só dele;

17) Já sei, você morre de medo de não conseguir amamentar, de que seu leite seque – prometo que no final tudo dá certo. Os bebês se adaptam às condições das suas mamães. E se secar, tem Nam, Ninho… graças a Deus, né?;

18) Sabe aquela vergonha que você tinha de ligar para seu médico?? Ela jamais existirá quando for para telefonar para o pediatra;

19) Não esqueça dos seus amigos; afinal, seu bebê é o máximo, mas ainda não conversa, não dá dicas… Você precisa se divertir para poder cuidar dele com toda a energia do mundo;

20) Todas as mães de primeira viagem passam por um período de desespero, mas ele acaba… Depois é só felicidade!!!!

Fonte: The Posh Little Store


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Por que escolhi o parto normal?

É bem simples. Porque isso é o natural do ser humano!

Não tenho nada contra quem é a favor da cesariana, cada mulher sabe o que é melhor para si. Eu, particularmente, não sou fã dos partos agendados e coisas do tipo.

Nasci de cesariana porque não estava na posição certa para o parto normal e meu noivo também nasceu de cesariana porque não havia mais espaço no útero, por isso teve que nascer um pouco antes. Se algo do tipo acontecer com minha filha, nem protestarei se for submetida a uma cesárea. O importante é que ela nasça bem e que eu também fique bem para curtir minha princesinha.

Li o artigo Razões para se tentar um parto normal no Guiainfantil.com e recomendo a todas as grávidas que ainda estão em dúvida sobre o tipo de parto que quer. Vale a pena refletir um pouco sobre esse assunto, pensando sempre em seu bem estar e no bem estar do bebê.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sobre o nome

A escolha do nome do bebê é algo muito importante e deve ser escolhido com calma, pois o nome é o que nos acompanha para toda vida.

Sempre gostei de nomes simples e sem muitas frescuras na ortografia, de preferência!

Quando descobri que estava grávida, a primeira coisa que decidi foi o nome. Eu e o papai escolhemos juntos, fizemos uma lista de nomes e significados, então decidimos os finalistas: Júlia, Olívia, Cecília e Larissa. Desses quatro nomes, Júlia sempre foi o meu preferido e acabou sendo escolhido também pelo papai.

Júlia: do latim, cheia de juventude.

É um nome perfeito para uma criança e também combina com uma mulher mais velha. Porém, este não foi o único motivo para ter escolhido esse nome...

Quem conhece Beatriz e Gustavo sabe que somos muito fãs de Beatles (veja aqui). Essa musiquinha pesou muito na hora de escolher o nome da nossa princesa. (:


Half of what I say is meaningless but I say it just to reach you, Julia (...) Julia, Julia, morning moon, touch me (...) So I sing a song of love for Julia ♪

Minha companheira

Hoje acordei cedo com o despertador do papai. Odeio quando isso acontece porque eu acordo e ele não. Enfim, eram 6h45, já havia clareado e os pássaros cantavam.

Eu estava muito irritada por ter acordado antes do meu horário e fiquei num mau humor terrível. Pobre papai, sempre sofre com meus ataques de mau humor, mal falei com ele essa manhã. Quando essas coisas acontecem, eu me sinto muitíssimo mal, me sinto solitária e começo a chorar...

No meio da crise de choro, começo a conversar com a Júlia. Quem vê de fora acha que sou louca, mas não é loucura porque sei que a pequena me ouve. E no meio da conversa, ela começa a chutar. Parecia que estava entendendo o que eu dizia e quando eu parava de falar, ela ficava quietinha.

E agora, quando me sinto só, converso com minha sapinha. Ela sempre dá um jeito de me responder com chutinhos. Eu não entendo o que ela quer dizer, se concorda ou discorda, e ela também não me entende (eu acho), mas sinto que nossos pensamentos e sentimentos estão super ligados.


Hoje descobri que ganhei uma companheira para o resto da vida que, além de estar em perfeita sintonia com a mamãe, eu amo muito mais do que qualquer coisa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Do it for her

Passei por muitas mudanças nesse último ano, mas a maior de todas elas foi descobrir que eu seria mãe.

Ter um filho sempre foi um dos meus maiores desejos, então descobri que estava grávida e me senti meio perdida. Sim, era tudo o que eu queria, mas será que eu estava preparada para isso?

A verdade é que no ano passado eu me sentia meio perdida em relação ao mundo, não me encaixava em nada que eu fazia, como se aqui não fosse meu lugar. Saí da casa dos meus pais e fui morar com meu namorado para ver se eu me reencontrava, se achava meu lugar no mundo. As coisas mudaram, em partes. Me tornei independente, comecei a trabalhar e a mandar em minha própria vida, mas eu sentia que ainda me faltava algo...

Todas as noites eu rezava muito pedindo a Deus que me mostrasse um caminho a ser seguido, que aparecesse em minha vida algo que realmente me fizesse feliz, que me desse forças para ir atrás de meus sonhos. Em dois meses descobri que estava grávida e me senti mais perdida ainda, com muito mais medo e pensava: "Como vou atrás dos meus sonhos se vou ter que cuidar de um bebê?".

Foram muitas noites em claro, chorando, pensando o que fazer com esse bebê. Eu o desejava muito, mas ainda não acreditava que tinha alguém dentro de mim, alguém que seria completamente dependente de mim. Se o Guto não estivesse ao meu lado em todos os momentos, talvez eu não tivesse aguentado passar por tudo isso.

Pois enquanto eu tiver você comigo
Sou mais forte para mim não há perigo ♪
O tempo passou e eu ainda não me imaginava grávida, até o dia do primeiro ultrassom, quando estava com 3 meses. Quando vi aquele ser minúsculo na tela mexendo os bracinhos como se estivesse acenando pra mim, parecia que aquelas nuvens negras em minha vida iriam embora pra sempre. Eu me apaixonei perdidamente por aquela coisinha de 10cm que morava dentro de mim, me apaixonei por alguém que eu não podia ver, nem tocar, mas sabia que existia e era parte de mim e da pessoa que mais amo, meu noivo.


Hoje, com 5 meses, eu finalmente compreendi que a vinda da Júlia foi a resposta de Deus para minhas orações.

Enquanto muitos dizem que um filho aos 19 anos atrapalha tudo, eu vejo o contrário. Finalmente encontrei o motivo que eu queria para seguir em frente. A Júlia me ensinou muitas coisas nesses 5 meses em que se instalou em meu útero. Ela me tornou uma pessoa mais forte, mais responsável, mais paciente. Fez a menina triste virar a mulher mais feliz do mundo. Fez eu me apaixonar não só por ela, mas pela vida em geral. Fez eu amar meu noivo de novo, fez eu redescobrir minha família e qual é seu verdadeiro significado. E o melhor de tudo, me fez mãe!

Ainda faltam 3 meses para a chegada da minha princesinha e eu não vejo a hora de tê-la em meus braços. Enquanto isso eu aprecio minha gravidez, que tem sido um dos momentos mais maravilhosos da minha vida.

Cada dia que passa, sei que é um dia a menos para seu nascimento. É um dia a mais para prepará-la para o mundo e para amá-la incondicionalmente.

Se eu me arrependo por ter engravidado cedo? Nunca! Cada movimento dela em minha barriga diz que eu fiz a coisa certa e estou mais do que preparada para ser mãe.

Agora eu posso dizer ao mundo que eu tenho um único motivo para ir atrás de tudo aquilo que sonhei. Mesmo que tudo seja mais complicado, eu farei! Por ela...

Do it for her.