quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Como o tempo passou...

Faz tempo que não escrevo aqui. Na verdade faz tempo que não faço muitas coisas, mas não por sua culpa, Júlia. Sabe, a gente quando vira pai muda um pouco. Ou muito. Ou às vezes quase nada. Não sei o que mudou em mim desde o dia que eu e a mamãe descobrimos que você viria, mas sei que desde o dia que eu te vi na TV preto-e-branco pela primeira vez, algo mudou.

De agora em diante sei que muito mais coisas vão mudar. Em mim, na mamãe e em você. Principalmente em você. Cada vez mais e... PUXA! olha só como você já mudou.

Como você cresceu! Como você aprendeu e amadureceu... Foi tão rápido que esses cinco meses passaram como uma semana para mim. Talvez eu já esteja ficando velho, ou não imaginava que os filhos cresciam tão depressa. Mas eu sou pai. Vou falar isso para sempre e nunca vou me acostumar em deixar a Júlia de ontem para trás sem ficar com saudade. Por outro lado, o que nos deixa feliz é a Júlia de hoje. A Júlia que aprende, que cresce, que amadurece e que percebe dia-a-dia o quanto o mundo é grande.

E, por falar em mundo, cada vez que você descobre mais um pedaço dele ele eu tenho mais medo de que ele te machuque. Como quando você virou pela primeira vez na cômoda e eu e a mamãe quase infartamos depois que te seguramos para não cair. Nossa, meu coração dispara só de relembrar.

Acho que não vou conseguir ser um pai totalmente legal. Na verdade, eu não acho que existam pais assim. Todo pai que ama, também cuida, protege e se sacrifica.

Sacrifício. Eu já tinha noção do que era amor incondicional quando eu e a mamãe começamos a namorar. Mas o sacrifício eu descobri quando você nasceu. Não pense que o papai está reclamando de deixar de fazer algo por você, minha pequena, só estou lhe dizendo o quão novo foi esse sentimento para mim.

Responsabilidade. Dever. Segurança. Acho que sou muito imperfeito para conseguir cumprir todos esses requisitos de pai, mas prometo que vou aprender. E errar. E aprender com meus erros.

Mas uma coisa você nunca poderá duvidar. Eu te amo, minha filha. Mais do que qualquer coisa, objeto, pessoa ou ser neste mundo. Você é o que o Amor Divino gerou a partir do amor entre eu e a mamãe, e uma coisa pura dessas nunca poderá ser diminuída ou desfeita. Eu prometo, querida, que nada vai afetar meu amor por você e que eu estarei contigo durante toda a minha vida. Palavra de papai.

Acostume-se. Eu sempre vou falar essas coisas bobas de pai apaixonado. Assim como os meus pais diziam, eu digo, você vai entender isso um dia.

Quero deixar minha alegria nessas palavras, em comemoração a mais um mês do seu crescimento. Este, graças a Deus, perfeito, saúdavel e lindo de ser observado.

Meus parabéns, Júlia, minha garotinha.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Colo dos pais condiciona emoções do bebê


Desde cedo, a sensação que ele desperta é do maior acolhimento, proporcionando conforto e segurança capazes de aliviar sofrimentos, estimular a delicadeza e a troca sincera de afeto. O carinho dos momentos em que a criança passa no colo da mãe e do pai permanece na memória para a vida a toda, mesmo que esta recordação não apareça com imagens na lembrança - trata-se de uma sensação armazenada na memória do corpo e que funciona como um analgésico poderoso para os momentos difíceis ao longo da vida. Um estudo feito pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Havard (Estados Unidos) descobriu que bebês e crianças que tinham esse tipo de contato com os pais eram adultos mais protegidos contra ansiedade e doenças como depressão. Os resultados foram publicados no periódico The Harvard University Gazette. Os benefícios, no entanto, são bem mais numerosos do que você pode imaginar quando fecha os olhos e esquece tudo redor para abraçar o seu filho bem juntinho, os especialistas revelam tudo.

Deixa o bebê tranquilo

Os bebês sentem-se em casa no colo da mãe ou do pai, pois ainda guardam uma semelhança com a sua posição e proteção intrauterina. "Isso ajuda a diminuir o choro e deixar o bebê menos estressado, principalmente no caso de um recém-nascido que precisa passar um tempo na UTI (e longe da mãe) logo ao nascer", diz a pediatra e neonatologista Camila Reibscheid, do Hospital São Luiz, em São Paulo. "Dar colo para o bebê durante a noite também pode ajudá-lo a ter um sono melhor e mais tranquilo."

Melhora a digestão

Segundo o pediatra Vanderlei Wilson Szauter, do Hospital e Maternidade São Cristóvão, em São Paulo, o bebê fica mais tranquilo no colo da mãe, e isso faz com que todas as funções fisiológicas funcionem melhor. "Os movimentos intestinais da criança são impulsionados com o calor do corpo da mãe, fator que pode inclusive prevenir as cólicas", afirma.

Alivia as cólicas

Se o bebê começar a sofrer com cólicas, uma das alternativas é colocá-lo para amamentar ou então apenas mantê-lo junto do corpo. "O calor do colo aquece a barriga do bebê e relaxa sua musculatura, diminuindo a dor", afirma a pediatra Camila.

Melhora o desenvolvimento dos sentidos

A proximidade com a mãe ou com o pai faz com que o bebê desenvolva com mais facilidade suas funções cognitivas e os sentidos como visão, audição e tato. "Ouvir os batimentos cardíacos e a voz da mãe ou do pai, sentir a pele da e manter o contato visual faz com que a criança exerça seus sentidos, que se desenvolvem com mais facilidade", diz Camila Reibscheid.  

Diminui qualquer tipo de dor

Uma pesquisa feita pelo Departamento de Pediatria da Unifesp e publicada no periódico da Universidade constatou que o colo da mãe pode diminuir a sensação de dor que o bebê sente em intervenções doloridas, como uma vacina. "Isso acontece porque existe uma área do cérebro que é ativada quando se recebe carinho, liberando descargas elétricas aptas a diminuir a sensação de dor", afirma o pediatra Vanderlei. "O simples contato com a pele da mãe já pode ajudar a atenuar qualquer sensação dolorosa."

Ajuda no desenvolvimento de bebês prematuros

De acordo com os especialistas, é muito comum em hospitais existir o método "mãe canguru" ou "pele a pele" para bebês prematuros, que precisam ficar na UTI. Nesse sistema, os pais podem entrar na UTI e entrar em contato com o bebê que está dentro da incubadora, tocando na pele da criança pelo tempo acordado com o médico. "Se o bebê estiver em condições clínicas estáveis, os pais poderão fazer a posição canguru, que consiste no bebê ficar em contato direto com o peito nu do pai ou da mãe", explica a pediatra Camila. "Isso ajuda a acelerar o metabolismo do bebê, contribuindo para o seu crescimento e ganho de peso, tão importantes para o bebê prematuro."

Previne doenças no futuro

"O colo faz com que a criança se sinta mais segura de si, mais acolhida, e é essa segurança que vai fazer com que ela amadureça mais rápido", afirma a pediatra Camila. De acordo com a especialista, dar colo para o bebê e para a criança mostra que ela está cercada de proteção. "Isso faz com que ela amadureça e crie coragem para encarar a própria vida no futuro sem medo ou insegurança", diz. De acordo com os pesquisadores de Havard, o estresse precoce resultante da separação e da falta de colo causa mudanças no cérebro infantil, tornando-os adultos mais suscetíveis a doenças como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Fonte: Minha Vida

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Colinho de mãe tá liberado

Você que é mãe com certeza já deve ter ouvido aquela história de que não pode ficar com seu bebê no colo porque isso deixa a criança mimada e manhosa. Eu ouvi e ainda ouço isso muitas e muitas vezes, vocês não imaginam o quanto. Muitas pessoas, inclusive médicos dão esses conselhos achando que está fazendo um enorme favor à mãe, só que não... Durante a gravidez e nos primeiros meses da Ju, eu também pensava dessa maneira, mas meu instinto de mãe sempre me dizia que o melhor era atender às necessidades da minha filha e dar colo era uma delas. Deixo a Júlia no colo sempre que posso porque divido meu tempo entre ser mãe e dona-de-casa, todo tempo livre que tenho é para brincar com a Ju, dar colo, ver tv, cantar, etc. Aqui em casa, colinho de pai e mãe tá liberado e nós (eu, papai e Júlia) adoramos!





Leia mais a seguir:

"A velha teoria de que colo deixa a criança mimada está perdendo adeptos, para sorte dos bebês. Entre os argumentos a favor, estão a segurança e o afeto transmitidos a eles, sentimentos que mesmo em excesso não fazem mal a ninguém.

Terreno conhecido
Pertinho da mãe, os bebês sentem-se "em casa", pois reconhecem seu cheiro e batimentos cardíacos. "É o que dá segurança e tranqüilidade à criança, além do toque, da voz e do olhar afetuoso da mãe. Por isso, não raro o bebê pára de chorar quando está em seus braços", diz a pediatra Maria Esther Ceccon, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para Maria Esther, a crença de que o colo pode "estragar" o bebê está ultrapassada. "Se a criança chora sem motivo evidente, como fome ou fralda molhada, está apenas pedindo aconchego. Chora para chamar a atenção, porque é essa a única maneira que o bebê tem de se comunicar", esclarece.

Só benefícios
Segundo a pediatra, estudos comprovam que o bebê também se beneficia de estímulos físicos no colo da mãe. "Os movimentos intestinais da criança são impulsionados, e o calor do corpo materno faz com que ela fique mais relaxada. Essa combinação alivia as cólicas", explica Maria Esther. Outro benefício vem da proximidade sonora e visual que a criança tem com os pais quando está em seus braços. "É um estímulo para o desenvolvimento dos sentidos do bebê", diz a pediatra. E lembra que nesse contato a criança também desperta o amor dos pais, garantindo que a peguem mais e com carinho. "O colo é tão importante quanto a amamentação. O bebê requer toda a atenção. Não importa quem o segure, se a mãe ou pai, e sim o olhar amoroso que ele recebe nesse momento", conclui Maria Esther.

Colos preferidos:

  • Na vertical: Após a mamada, é o colo ideal. O bebê aninha-se todo no ombro da mãe, enquanto expulsa o ar engolido com o leite.
  • De costas: Seu corpo funciona como uma cadeirinha para o bebê. De costas para você, ele fica apoiado num de seus braços, enquanto o outro o contorna como um cinto de segurança. A criança adora passear pela casa assim.
  • Cara a cara: Com o bebê de frente para você, segure-o por baixo dos braços com os polegares, usando os outros dedos para sustentar suas costas e sua nuca. Levante-o um pouco, e ele vai brincar de alpinista, escalando sua barriga.
  • De bruços: Sustente o bebê virado para o chão, passando uma das mãos entre as pernas dele. O tórax e a cabecinha, levemente elevados, ficam apoiados em seu braço e junto ao seu corpo. É um colo especial para diminuir a dor das cólicas."


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

E o tempo vai passando... (2)


1ª foto - Maio - 1º dia de vida;
2ª foto - Junho - aproximadamente 20 dias;
3ª foto - Junho/Julho - 1 mês;
4ª foto - Outubro - 4 meses e meio;
5ª foto - Julho - 2 meses;
6ª foto - Agosto - 3 meses;
7ª foto - Setembro - 4 meses.

Ser mãe.


Ser mãe é uma confusão. Uma mistura tão intensa de sensações e sentimentos que dificilmente quem não é entende.

Ser mãe é uma caixinha de surpresas. Toda mulher está preparada, mas não sabe. Quando chega a hora está lá, como item de fábrica.

Ser mãe é ver a barriga crescer fazendo planos. E esses são os únicos 9 meses em que você vai ter tempo para isso.

Porque ser mãe é viver um dia de cada vez, uma fralda de cada vez, uma mamada, uma soneca, manha, beicinho. Tudo de cada vez.

Ser mãe é saber que é hora de quê sem olhar no relógio. É não ver o dia passar. É saber que o mês passou só quando perguntam quanto tempo o seu filho tem.

Ser mãe é se encher de orgulho quando falam “Nossa! Que grandão!”.

Ser mãe é ser assim. Forte sem ter noção da força.

É escolher com o quê ter paciência. É descobrir uma nova mulher em si a cada dia.

É não se importar com o resto do mundo, mas chorar ao pensar em que mundo seu filho vai crescer.

Ser mãe é não pensar tanto no futuro. É ter vontade de olhar fotos antigas para ver com quem ele realmente se parece.

Ser mãe, aliás, é achar que um dia ele é a sua cara, mas no outro de seu só tem o pé.

Ser mãe é achar tudo lindo, tudo engraçado, tudo novo. É estar atenta às descobertas sem interferir muito. É aplaudir o acerto e ser firme no erro.

Ser mãe é não ter sono. Ou ter e fingir que ele não existe.

É deixar de lado a vaidade, mas se achar linda com olheiras e tudo.

Ser mãe, para a maioria, é esquecer (pelo menos um pouco) que existe estria, celulite, peito caído, salto alto, bijuteria.

Ser mãe é ser polvo. É ter quantos braços forem necessários para carregar o carrinho, a bolsa, a chupeta, o paninho, o brinquedo e o filho. Ufa...

Ser mãe é procurar selo do Inmetro, peça pequena, peça grande, estímulo.

Ser mãe é conseguir. Conseguir amamentar, deixar na escola, com a babá, deixar crescer.

É conseguir entender o choro e deixar chorar.

Ser mãe é ficar parada na beira do berço. É dizer “Deus te abençoe”. É entender que o amor existe em diversas formas, inclusive nessa, tão pura e transparente.

É não pensar mais em morte, é entender a vida.

Ser mãe é aguentar o tranco.

É sentir dor nas costas, nas pernas, nos braços. E não sentir mais nada quando um sorriso se abre, quando um choro começa ou a tosse dispara.

Ser mãe é discutir com o pediatra, é questionar o medicamento, é acreditar nas dicas da avó.

Ser mãe é renovar laços. Com si próprio, com a família, com as tradições.

Ser mãe é ter e ouvir os instintos. É ser leoa, ave de rapina. É ser desconfiada como a raposa e ágil como a lebre.

Ser mãe é ser filha também. É mais aprender do que ensinar e mais ensinar do que aprender.

Ser mãe é conviver. É deixar que convivam. É aproveitar cada fase do filho e de ser mãe.

É cortar as asas e é deixar que voe.

É correr pro abraço, esquecer o cansaço e trocar a fralda, preparar o banho, a mamadeira e escolher a roupa, tudo ao mesmo tempo.

Ser mãe é estar completa.

É ter o coração quente, os olhos cheios de lágrimas, os braços cheios de força e a cabeça repleta de idéias e preocupações.

Ser mãe é ter sempre um filho a mais: o marido.

É entender o começo de tudo. É procurar explicações bem no fundo.

É suspirar. É concordar discordando.

É, desde o exame positivo, nunca mais estar sozinha, e mesmo sozinha, ter em quem pensar. É estar perto mesmo longe.

Ser mãe é seguir em frente.

É não deixar que o tempo pare e é achar que passa rápido demais.

Ser mãe é ser mãe.

Sempre.

Autor desconhecido


A primeira roupinha

Lembro-me da primeira roupinha que comprei pra Júlia. Eu estava grávida de 18 semanas, não sabia ainda se teria um menino ou uma menina, não havia comprado nada para meu bebê e me sentia uma mãe super despreparada por isso.

Fomos à Galeria do Rock no começo de janeiro, eu, papai e tio Gu, e foi lá que comprei o body dos Beatles. Fiquei encantada com aquela roupinha e imaginava que seria lindo ver meu bebê vestido com aquele body, mas iria demorar tanto pra isso acontecer, meu bebê só nasceria em maio e o body era um pouco grande, teria que esperar o bebê crescer um pouco.

Durante a gravidez, quase todos os dias eu pegava esse body e ficava imaginando quando meu bebê o usaria.

Aí a Ju nasceu, passaram-se 4 meses e, nessa semana, ela usou o body pela primeira vez.

Fiquei tão emocionada. Vendo a Júlia naquela roupinha fez eu me dar conta, mais uma vez, de que o tempo está passando rápido demais e meu bebê está crescendo depressa. Aí vem aquele momento que a mãe entra em desespero: "MEU BEBÊ CRESCEU MAIS RÁPIDO DO QUE EU ESPERAVA!".

Bateu aquela saudade do meu recém-nascido mais uma vez, mas ao mesmo tempo eu fico tão feliz vendo o quanto a Ju cresceu e está se desenvolvendo perfeitamente.

Quando é que vou me acostumar com esse negócio de ver meu bebê crescendo subitamente? Acho que nunca...


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Por que crianças menores de 1 ano não podem consumir mel?


Por quê a Anvisa recomenda que crianças com menos de um ano de idade NÃO consumam mel?

O objetivo da orientação é prevenir a ingestão de esporos da bactéria Clostridium botulinum, bacilo responsável pela transmissão do botulismo intestinal. Não existem restrições ao consumo de mel por crianças com mais de um ano de idade e adultos sem problemas de saúde relacionados à flora intestinal.

Apesar de não haver confirmação de casos da doença no Brasil, a atuação da Anvisa está fundamentada em publicações oficiais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e publicações científicas sobre contaminação do mel brasileiro com Clostridium botulinum.

Resultados de pesquisas apontam que 7% das 100 amostras de mel comercializadas por ambulantes, mercados e feiras livres, em seis estados brasileiros, estavam contaminadas com o bacilo.

“É importante lembrar que a multiplicação do Clostridium botulinum e liberação da toxina no intestino só ocorre em crianças que ainda não possuem a flora intestinal completamente formada ou em adultos com alguma doença que possa alterar essa flora protetora”, afirma Brito.

Em adultos sem problemas relacionados à flora intestinal, o consumo desses esporos nos alimentos não gera qualquer tipo de problema para a saúde. “A vigilância sanitária está trabalhando com o princípio da precaução, uma vez que o alto teor de açúcar e a baixa atividade de água, próprios do mel, impedem a germinação do esporo e, conseqüentemente, a produção da toxina”, finaliza a diretora da Anvisa.

MAS AFINAL, O QUE É BOTULISMO?

O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum.

Quando provocada pela ingestão de alimentos contaminados, é considerada doença transmitida por alimento. Nas amostras de alimentos é comum encontrar formas esporuladas do Clostridium botulinum, em especial no mel.

Aleitamento materno aumenta as defesas do bebê


Leite materno: o melhor leite para o seu bebê!

Quanto mais anticorpos recebe pelo leite materno, mais resistente a infecções o bebê fica.

Um estudo realizado pela Universidade de Creta, na Grécia, analisou a saúde de 1.000 crianças por um período de um ano.

Entre as infecções mais comuns desse período estavam as respiratórias, urinárias, de ouvido.

Segundo o estudo, bebês amamentados exclusivamente com leite materno até seis meses de idade tinham menos chance de ter algum desses problemas ou, então, a doença acontecia de uma maneira mais branda. Isso sem contar o benefício para o vínculo mãe-bebê.

Os primeiros meses na vida de uma criança são de "ouro" para o seu desenvolvimento, e os estímulos recebidos nessa fase são fundamentais para os próximos anos.

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sobre picos de crescimento


O que são picos de crescimento?

Picos de crescimento são alturas em que o bebê aumenta a sua necessidade de ingestão de leite, ou seja, pede para mamar mais vezes e fica mais agitado. Isto acontece, pois devido ao seu desenvolvimento, o bebê vai precisar de mais alimento, e como o peito não aumenta automaticamente a sua produção, o bebê precisa mamar mais vezes para receber a quantidade de leite que precisa. Esta situação também pode acontecer em alturas em que o bebê aprende coisas novas, como aprender a virar-se, a engatinhar, a andar ou a falar, o leite materno também é alimento para o cérebro.

Quando é que os bebês têm picos de crescimento?

As alturas mais comuns de picos de crescimentos são nos primeiros dias do bebê, por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses, é claro que estas são alturas que podem variar de bebê para bebê ou podem acontecer e a mãe nem dar por isso, mas é bom ter uma ideia das alturas aproximadas em que isto pode acontecer. Estes picos podem continuar a ocorrer após o primeiro ano, mas como a criança já come outros alimentos mais regularmente, não são tão fáceis de detectar.

Quanto tempo dura um pico de crescimento?

Normalmente duram 2-3 dias, mas podem durar mais. Para que estes picos sejam mais suaves e durem menos tempo, siga os conselhos que apresentamos a seguir.

O que fazer quando surge um pico de crescimento?

Deve oferecer-se o peito sempre que o bebê pede, nestas alturas o regime livre torna-se ainda mais importante pois o bebê precisa receber uma maior quantidade de leite, e como não o consegue obter todo de uma só vez, vai precisar mamar mais vezes. Quanto mais vezes o bebê mamar, maior será o estímulo e maior será a produção de leite, só assim o seu corpo poderá se adaptar às novas necessidades do bebê. Não é aconselhável suplementar, pois ao oferecer um suplemento, o bebê não vai estimular o peito tantas vezes e assim a produção não tem a oportunidade de aumentar, e não irá acompanhar o crescimento do bebê.
Nestas alturas, a mãe que amamenta pode sentir mais fome e mais sede, e deve responder a estes pedidos do seu corpo, pois pode ser necessário para o aumento da produção.
O contato pele a pele também pode ser uma ajuda, tanto para acalmar o bebê como para aumentar a produção de leite.

Traduzido e Adaptado por APPM
Fonte: http://www.kellymom.com/bf/normal/growth-spurt.html

Saiba a idade indicada da introdução de alguns alimentos

1. Qual a importância dos nutrientes do leite materno no desenvolvimento do bebê?


O leite materno possui nutrientes como gorduras (35% a 58%), carboidratos (35% a 44%), proteínas (5% a 7%), cálcio, fósforo, vitaminas, ferro e uma série de outros micronutrientes. Os carboidratos fornecem energia ao bebê. As gorduras são fontes concentradas de energia que oferecem mais de 50% das necessidades do bebê e são ricas em ácidos graxos, importantes para o desenvolvimento do cérebro, da retina e dos tecidos nervosos. Já as proteínas são fonte de aminoácidos essenciais para o crescimento e desenvolvimento da criança. O cálcio e o fósforo atuam na formação de ossos e dentes. O ferro previne a anemia e a vitamina A ajuda nos processos de crescimento, desenvolvimento visual e integridade do sistema imunológico do bebê.


2. Quais substâncias do leite materno estão relacionadas ao sistema imunológico?


O leite materno é rico em diversas substâncias que fortalecem o sistema imunológico do bebê como os anticorpos, proteínas que defendem o organismo e os prebióticos, tipo de carboidrato conhecido como oligossacarídeo, que estimula o crescimento de bactérias benéficas no organismo e auxilia na prevenção de doenças alérgicas e infecções.


3. O que são os prebióticos?


Os prebióticos são o terceiro maior componente do leite materno. Trata-se de um tipo de carboidrato (oligossacarídeo), que estimula o crescimento de bactérias benéficas como as bifidobactérias e os lactobacilos no intestino, fortalecendo o sistema imunológico dos bebês. Além de garantir uma microflora intestinal saudável, os prebióticos diminuem os riscos de infecções comuns na infância como as infecções respiratórias, a diarreia e os quadros de alergias. É interessante lembrar que o leite de outros animais não possuem prebióticos.


4. O leite de vaca, cabra e soja são indicados para os bebês?


O leite de soja, vaca e de outros animais não são indicados, rotineiramente para crianças com menos de 1 ano de idade. O leite de vaca contém mais de 25 proteínas potencialmente alergênicas, das quais a beta-lactoglobulina (proteína do soro do leite) possui o maior potencial para induzir reações imunes. Cerca de 90% das proteínas de outros leites, como o de cabra e de ovelha, são semelhantes às do leite de vaca e altamente alergênicas. Por isso, esses leites devem ser evitados ao máximo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a não ser em casos excepcionais, a criança até pelo menos um ano deve receber apenas o leite materno. As fórmulas de soja ou mesmo aquelas obtidas a partir do leite de vaca podem eventualmente substituir o leite materno quando este, por quaisquer motivos, não puder mais ser fornecido. As bebidas à base de soja são indicadas para crianças maiores, adolescentes e adultos. O uso prolongado da soja, em crianças, ainda é passível de algumas restrições em termos de segurança em longo prazo.


Aproveitando essa ponte, vou responder uma dúvida que acredito que seja de muitas...

Do que são feitas as fórmulas infantis?

A maioria das fórmulas infantis é à base de leite de vaca modificado, para que se pareçam o mais possível com o leite materno. Os fabricantes modificam o leite de vaca para o consumo de bebês ajustando os níveis de carboidratos, proteínas e gordura, e acrescentando vitaminas e minerais. A proteína do leite é bastante alterada nas fórmulas para tornar sua digestão mais fácil, já que os bebês só estarão aptos a digerir leite de vaca normal (integral) depois do primeiro ano de vida. Além disso, o leite comum não é recomendado por também ser pobre em ferro, o que pode levar a uma anemia. Além disso o leite de vaca atrapalha na absorção do ferro dos outros alimentos, piorando e correndo assim um risco ainda maior de anemia.


5. Quais alimentos devem ser evitados no primeiro ano de vida do bebê?



A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança receba exclusivamente o leite materno até os seis meses de idade. Após essa faixa etária, o leite materno deve ser complementado com outros alimentos, até dois anos ou mais. Os alimentos que devem ser evitados, pelo menos nos primeiros 12 meses, são o mel, a farinha de trigo, a clara do ovo, refrigerantes, sucos industrializados, doces em geral, balas, chocolate, sorvetes, biscoitos recheados, salgadinhos, enlatados, embutidos como salsicha, linguiça, mortadela e presunto, frituras, café, chá mate e chá preto. Estes alimentos são ricos em gorduras, açúcar, conservantes ou corantes e podem comprometer o crescimento e desenvolvimento, além de aumentarem o risco de doenças como alergias, obesidade e carências de vitaminas e minerais. As fórmulas à base de leite de vaca modificado e soja podem ser oferecidas ao bebê, quando o leite materno não é passível de ser utilizado.


6. Os bebês devem comer alimentos com açúcar?


O açúcar, assim como o sal, deve ser evitado até o 1º ano de vida da criança. O açúcar existente de forma natural em alimentos como o leite materno, frutas, batatas, entre outros, é suficiente para as necessidades do organismo do bebê. Sociedades nacionais e internacionais como o ESPGHAN (Sociedade Européia de Pediatria e Gastroenterologia) e a Comunidade Européia contra-indicam o consumo exagerado da sacarose, uma vez que isso aumenta as chances do surgimento de cáries e o desenvolvimento do hábito de consumir alimentos doces, predispondo à obesidade e ao diabetes.


Alimentos não recomendados nos primeiros 12 meses:

  • Farinha de trigo: Contém glúten e a criança pode apresentar intolerância à substância.
  • Ovo: O ovo inteiro pode ser introduzido, sempre cozido, após o sexto mês. A exceção está em crianças com alergia alimentar e quadros alérgicos intensos, que devem evitar a clara (rica em proteína).
  • Mel: Com exceção do industrializado, o mel selvagem deve ser evitado antes do primeiro ano de vida, pois pode oferecer risco de contaminação, com o Clostridium botulinum, microrganismo causador do botulismo.
  • Pescados e frutos do mar: Indicado somente após o primeiro ano, pois são muito alergênicos.
  • Carne de porco: Deve ser evitada devido ao alto teor de gordura saturada, além de causar possíveis alergias.
  • Sucos prontos (industrializados): São recomendáveis depois de 2 anos, e mesmo assim, eventualmente. Os sucos naturais contêm mais vitaminas e muito menos açúcar.
  • Embutidos e frios: Como possuem muita gordura, sal e conservantes, devem ser evitados até os 2 anos.
  • Alimentos industrializados: Em geral, estes produtos têm em suas fórmulas corantes e conservantes, por isso não devem ser consumidos por crianças antes de um ano de vida. Além disso, contém um alto teor de gordura hidrogenada, o que pode provocar obesidade e uma alteração nas taxas de colesterol e triglicérides.
  • Refrigerantes: Esse tipo de produto tem elevada proporção de açúcar, corantes e outras substâncias sem nenhum valor nutritivo. Além disso, atrapalham a absorção de cálcio. Daí o motivo para serem evitados.
  • Enlatados: Contêm sal em excesso, aditivos e conservantes artificiais que podem irritar a mucosa gástrica da criança, comprometendo a digestão e a absorção dos nutrientes, além do baixo valor nutritivo.
  • Doces: Os açúcares e doces tiram a fome e ainda prejudicam o valor calórico das refeições. Neste caso, o ideal é que eles sejam consumidos no fim do primeiro ano e em quantidades bem pequenas. Deve-se dar preferência às frutas da estação.

Lembrando: o tomate é recomendado esperar somente se houver casos de alergia na família, caso contrário não tem problema.
O morango é recomendado após 1 ano por conta dos agrotóxicos, se for morango orgânico não tem problemas ser antes.
Frutas ácidas como o abacaxi, maracujá, kiwi também acabam entrando nessa recomendação, porém não havendo histórico de alergia na família pode ser introduzida aos poucos, lembrando que não é necessário adicionar açúcar.

Fonte: Vya Estelar
Por: Thais Ventura em As delícias do Dudu

Seis razões para esperar 6 meses para introduzir sólidos

1. O intestino do bebê precisa estar desenvolvido

Os intestinos são a parte do corpo que filtra, peneirando as substâncias potencialmente perigosas e permitindo os nutrientes saudáveis. Nos primeiros meses, esse sistema de filtração é imaturo. Entre 4-6 meses o revestimento interno do intestino do bebê passa por um processo de desenvolvimento chamado fechamento, onde o revestimento se torna mais seletivo sobre o que pode ou não passar. Para prevenir que comidas potencialmente alergênicas entrem na corrente sanguínea, os intestinos maturando secretam IgA , uma proteína imunoglobulina que age como uma proteção, recobrindo os intestinos e prevenindo a passagem de alérgenos perigosos. Nos primeiros meses, a produção de IgA é baixo (embora haja muito IgA no leite materno), e é mais fácil assim para que potenciais alérgenos entrem no organismo do bebê. Uma vez que moléculas de comidas entram no sangue, o sistema imune pode produzir anticorpos contra aquela comida, produzindo uma alergia ao alimento. Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos do bebê estão maduros e capazes de filtrar os alérgenos mais ofensivos. Por isso que é tão importante esperar a introdução de alimentos sólidos particularmente se existe uma historia de alergia alimentar na família do bebê, o que demonstra uma tendência do bebê desenvolver alergias também, e prestar muita atenção quando oferecer os alimentos aos quais outros membros da família são alérgicos.

2. Bebês jovens tem reflexo de propulsão da língua

Nos primeiros 4 meses, a língua tem um reflexo de propulsão para proteger os bebês contra engasgo. Quando qualquer substância incomum é colocada na língua, automaticamente empurra para fora e não para dentro. Entre 4-6 meses de idade esse reflexo diminui gradualmente, dando ao primeiro cereal ou fruta uma chance de entrar no estômago e não ser rejeitado pelo reflexo da língua. Não somente essa parte inicial do trato digestivo (língua, boca) não está pronta para sólidos, como também a parte final (estômago e intestinos) também não estão "prontos".

3. O mecanismo de engolir do bebê é imaturo

Outra razão para não ter pressa na introdução de alimentos sólidos é que a língua e o mecanismo de engolir podem não estar prontos para funcionar juntos.
Dê uma colher de papinha a um bebê com menos de 4 meses, e ele vai mover essa comida ao acaso em sua boca, empurrando um pouco da papinha de volta a faringe onde é engolida, um pouco vai para espaços grandes entre as bochechas e gengivas, um pouco vai pra frente entre lábios e fora para o queixo. Ou seja, o bebê não tem um bom controle da mastigação e a direção para engolir, o que vai ser desenvolvido entre 4-5 meses de idade. Nessa fase o bebê desenvolve a habilidade de mover a comida do começo da boca para o fundo ao invés de deixar a comida flutuar em todo lugar e cuspir boa parte disso. Antes dos 4 meses de idade, o mecanismos de engolir do bebe é feito para trabalhar com sugar, mas não mastigar.

4. Bebês precisam ser capazes de sentar

Nos primeiros meses, os bebês associam comida com carinho. Alimentar-se é uma interação íntima, e bebês frequentemente associam o ritual de comer com pegar no sono nos braços ou no peito da mãe. A mudança de um peito suave e morno para uma colher fria e dura, pode não ser bem-vinda com uma boca aberta. Dar papinhas ao bebê é uma maneira mais mecânica e menos íntima de "entregar" comida. Requer que o bebê se sente num cadeirão de comer, uma habilidade que a maioria dos bebês desenvolvem por volta de 5-7 meses. Segurar um bebê na posição tradicional de mamar não é a melhor maneira de introduzir papinhas, porque seu bebê vai achar que vai ser amamentado (ou tomar mamadeira) e vai achar que algo está errado e vai provavelmente rejeitar a comida.

5. Bebês novos não são capazes de mastigar

Dentes raramente aparecem antes de 6-7 meses, outra evidência forte de que os bebês muito novinhos são designados para sugar e não mastigar. Nos estágios pré-dentes, entre 4-6 meses, bebês tendem a babar, e a saliva que ele baba é rica em enzimas, que ajudarão a digerir as comidas sólidas que virão em breve.

6. Bebês com mais de 6 meses gostam de imitar pais ou quem cuida deles

Por volta dos 6 meses de idade, bebês gostam de imitar o que veem. Eles veem você comer um legume e desfrutar com isso. Eles querem pegar um garfo e fazer o mesmo.

Traduzido por Andréia Mortesen do artigo do dr. Sears: 6 reasons to delay introducing solid food

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A consulta dos 4 meses

Na última terça-feira, Júlia teve consulta de rotina com seu pediatra, a consulta dos 4 meses. Eu estava muito ansiosa por esta consulta porque, geralmente, é aos 4 meses que o pediatra indica se devemos mudar a alimentação do bebê e introduzir outros alimentos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o bebê deve ser alimentado exclusivamente com leite materno até completar 6 meses. Entretanto, muitos médicos e mães optam por introduzir novos alimentos aos 4 meses, sendo que nem sempre é necessário.

Eu nunca tinha parado pra pensar no assunto, nem formado opinião a respeito até a Júlia completar 3 meses. Eu estava com a cabeça cheia de dúvidas quanto à alimentação da minha filha porque ela tem refluxo desde a primeira semana de vida e teve dificuldade para ganhar peso em seu primeiro mês. Depois disso, continuou engordando, mas eu tinha muito medo de que isso não fosse o suficiente pra ela e, conforme nossa experiência com a amamentação foi melhorando, eu queria cada vez mais amamentá-la pelo maior tempo possível. Assim, decidi que amamentaria exclusivamente até os 6 meses.

Depois de muito me informar, descobri que nem todos os pediatras apoiam plenamente o aleitamento materno e cada vez mais indicam o uso do leite artificial e introduzem as papinhas antes do recomendado. Aí começou a bater outro medo. Será que o pediatra da Júlia iria me apoiar no AME (aleitamento materno exclusivo) ou eu teria que mudar de médico até encontrar um que me apoiasse nisso??? Eu não queria mudar de médico, acho o pediatra da Júlia um ótimo profissional, mas não tinha a menor ideia de qual era a posição dele sobre o AME.

7kg de pura gostosura!!
Chegado o dia da consulta, logo que entramos no consultório, o médico já olhou pra Ju e disse que ela tinha engordado bastante. Ao examiná-la, nós dois nos surpreendemos. Júlia tinha engordado quase 2kg em 1 mês, coisa que nunca havia acontecido. Ela passou de 5,4kg para 7,3kg apenas mamando no peito. Para minha felicidade, o médico disse que eu poderia amamentá-la exclusivamente no peito até os 6 meses já que ela está ganhando peso normalmente (até mais do que o esperado) e minha produção de leite é satisfatória.

Mas por que introduzir novos alimentos somente após os 6 meses?

"A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até a criança ter 6 meses. Depois dessa idade, o leite materno não contém mais, sozinho, todos os nutrientes de que o bebê precisa, especialmente o ferro, por isso outros alimentos passam a ser necessários para complementar a dieta. 

O leite materno até os 6 meses ajuda a minimizar o risco de seu filho desenvolver reações adversas a certos alimentos, assim como alergias. Essa questão torna-se ainda mais importante no caso de haver um histórico familiar de alergias. Depois da introdução de novos alimentos, o leite materno deve ser mantido na alimentação da criança. 

Mesmo que seu filho só tome fórmula (leite artificial), e não leite materno, os especialistas recomendam esperar até os 6 meses para dar outros alimentos. 

Um dos motivos é que o sistema digestivo ainda não está preparado para digerir outras comidas, e outro é que o organismo da criança estará mais forte para combater eventuais infecções ou alergias decorrentes da alimentação variada. 

Caso você precise voltar ao trabalho e tenha que introduzir novos alimentos antes dos 6 meses, converse com o pediatra primeiro -- especialmente se o bebê tiver nascido prematuro. Na prática, muitos médicos acabam orientando a introdução de alimentos por volta dos 4 meses. 

Será que meu filho está pronto para outros alimentos? 

Uma criança está apta a experimentar novos alimentos se: 

• Consegue manter a cabeça erguida 

O bebê precisa manter continuamente a cabeça erguida, para que possa ser alimentado com a colher. O controle da cabeça apresenta grandes avanços a partir de 3 ou 4 meses. 

• Senta-se bem quando está apoiada 

No começo, talvez o bebê ainda necessite de ajuda para se sentar, por isso o próprio carrinho ou a cadeirinha que vai no carro podem ser boas alternativas. Os cadeirões serão usados um pouco mais tarde, quando seu filho já puder sentar inteiramente sozinho. 

• Não tem mais aquele reflexo de colocar a língua para fora 

Esse reflexo impede que os bebês engasguem. Eles põem a língua para fora sempre que alguma coisa mais dura é colocada na sua boca. Por volta de 4 a 6 meses, o reflexo desaparece, indicando que estão prontos para experimentar alimentos macios e pastosos. 

• Faz movimentos de mastigar com a boca 

Os bebês têm que aprender a movimentar a comida para o fundo da boca e engolir. À medida que engolem melhor, você provavelmente vai perceber que toda aquela babação dos primeiros meses tende a diminuir. 

Aos 6 meses, é possível que seu filho já tenha um ou dois dentinhos (geralmente, os inferiores nascem primeiro). Crianças que mamaram no peito costumam ter os músculos da boca e da língua bem tonificados, o que favorece o processo. Mas os dentes não são essenciais para o início da alimentação com sólidos. Muitos bebês mastigam com a gengiva. 

• Já tem o dobro do peso com que nasceu 

A maioria das crianças está pronta para ingerir alimentos pastosos quando já dobrou de peso em relação ao nascimento, o que pode acontecer por volta dos 4 aos 6 meses. 

• Mostra curiosidade sobre o que você come 

De repente, seu filho começa a ficar de olho no seu prato, e estende a mãozinha para tentar pegar a comida. Depois dos 6 meses, o paladar do bebê também já está mais apto a descobrir novos sabores. Isso não quer dizer que você deva dar a ele tudo o que ele pede. Vá com calma, seguindo as orientações do pediatra."

Fonte: Baby Center

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

4 meses com ela

Dia 25 de setembro, Júlia completou 4 meses. São 4 meses de muita alegria, novas habilidades, noites mal dormidas, tarefas pela metade e, acima de tudo, muito amor.

Nesse mês, ela aprendeu a pegar objetos com mais firmeza e passar de uma mão para outra. Antes, ela enfiava a mão toda na boca, agora aprendeu a chupar um dedo por vez.

Júlia tem se mostrado muito mais comunicativa, emite algumas sílabas, grita, ri e nos alegra muito. Já não gosta tanto de assistir tv, prefere ficar junto com a mamãe mesmo que seja apenas para me observar do carrinho.

Ela já aprendeu a sentar, mas ainda não tem tanta firmeza para fazer isso sozinha, mas consegue ficar sentada por alguns segundos antes de cair para o lado. Também aprendeu a virar e, ao fazer isso pela primeira vez, quase matou os pais de tanto susto. Ela estava de bruços na cômoda, queríamos tirar um foto e bem na hora, ela resolveu virar... Na hora nem pensei, saí correndo para segurá-la, fiquei com medo pois ela quase caiu no chão. Comecei a tremer e nem consegui trocar a roupa dela depois, mas depois que passou o susto, eu e o papai ficamos muito felizes por mais uma habilidade adquirida pela nossa pequena.

Mais um mês sem cólicas e também sem chupeta! A Ju passou a rejeitar a chupeta até na hora de dormir, então parei de oferecer. Por outro lado, agora ela só dorme mamando. É cansativo ter que colocá-la no peito cada vez que ela quer dormir, mas adoro esse momento só nosso. Agora ela aprendeu a apertar o peito pra mamar e faz carinho em mim, algumas vezes larga o peito, sorri e começa a conversar. É pra matar a mamãe de amores! (: 

Ela mata a mamãe de cansaço, também. Já faz algumas semanas que ela não dorme por mais de 2h seguidas durante a noite, acorda muitas vezes pra mamar. As sonecas diurnas também são curtas, dificilmente passam de 1h. Nem sei mais o que é dormir bem, o papai também não sabe, pois é ele quem levanta todas as vezes para pegá-la e ainda acorda cedo pra ir trabalhar. Estamos um caco de tão cansados, mas esquecemos tudo isso cada vez que somos contemplados com um enorme sorriso às 7h da manhã...

Tem dias que olho para ela e sinto saudade do meu bebezinho recém-nascido, mas estou tão fascinada com cada descoberta, com seu desenvolvimento, que a saudade passa logo e me dá vontade de vê-la crescendo e aprendendo cada vez mais.

A cada dia que passa, me sinto mais feliz e realizada por ter essa linda família ao meu lado. É muito cansativo e estressante ser mãe, esposa e dona-de-casa, mas sou feliz por ter sido abençoada com a presença do Gustavo e da Júlia em minha vida.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

É muito amor!

Analisando os últimos três meses, vi o quanto minha vida mudou depois do nascimento da Júlia. Mudou pra melhor, claro!

Passei por uma enorme transformação durante a gravidez, mas ter um bebê nos braços é muito diferente de ter um bebê na barriga.

Depois que a Ju nasceu, descobri que tenho mil e uma habilidades que nunca imaginei ter. Descobri que tenho 8 braços pra dar conta de tudo o que tenho pra fazer E também cuidar dela. Descobri que posso dormir muito "bem", mesmo sendo acordada de 1 em 1 hora durante a noite e passar o outro dia de -quase- bom humor.

O que seria da minha vida se eu não tivesse esse lindo bebê comigo?? Sempre me faço essa pergunta, imagino um milhão de possibilidades, mas nenhuma resposta é satisfatória. Percebi que não posso viver sem o sorriso banguela que recebo todas as manhãs ao tirá-la do berço. Não posso viver sem os gritinhos durante nossas "conversas". Não posso viver sem as gargalhadas durante as brincadeiras. Simplesmente não posso viver sem minha Júlia...

Não há medo, problemas ou desavenças que superem o amor que eu e o Guto sentimos por ela. Esse é um amor puro, que não tem como explicar e que só aumenta a cada nova descoberta, a cada nova fase em seu desenvolvimento e a cada novo dia que passamos ao seu lado.

E depois de mais de três meses, posso dizer com todo orgulho: 

Amo ser mãe, amo cuidar da nossa família e muito mais do que isso, amo a Júlia


sábado, 25 de agosto de 2012

Muito amor e leitinho materno ♥


E vai engordando, crescendo, as dobrinhas aparecem e se torna a coisinha mais gostosa do mundo...

Três meses se passaram...

Parece que foi ontem que esse pedaço de gente nasceu e virou meu mundo de cabeça para baixo. E aí passaram-se três meses, o suficiente para me acostumar com essa coisa de ser mãe.

O desenvolvimento da Júlia é uma coisa que me deixa radiante, cada pequeno gesto, para mim, é como se fosse algo grandioso. Estou cada vez mais boba e mais orgulhosa com todas essas mudanças.

Júlia aprendeu a pegar objetos, demos a ela uma bonequinha de borracha e um chocalho, o suficiente para alegrá-la. Suas pequenas mãozinhas também aprenderam o caminho para boca, e que delícia é comer mão, não é Júlia?!

Agora nossas conversas são mais longas, passamos um bom tempo conversando em "bebêeis", junto com alguns gritinhos e muitos sorrisos. Júlia também nos contempla com pequenas gargalhadas.

Nessa semana, a Júlia descobriu que pode se divertir com os desenhos do Discovery Kids, coisa que ela não gostava muito, e passa algumas horas da manhã brincando e conversando com a tv.

Com 5,4kg e 58cm, Júlia já tem um corpinho bem firme. Ela não gosta mais de ficar deitada, só quer sentar e fica brava por não conseguir fazer isso sozinha.

Durante a noite, ela ainda acorda duas vezes para mamar, mas a mamãe aqui já se acostumou a acordar a cada 3 horas numa boa. Essa menina parece um reloginho, acorda todos os dias entre 8 e 9h, nem deixa a mamãe aproveitar um pouco mais a cama.

Para nossa alegria, estamos sem cólicas a algum tempo, então os choros também diminuíram muito. Eu aprendi a reconhecer os choros da Ju, isso facilitou também na hora de descobrir o que ela quer, nunca pensei que eu fosse capaz de fazer isso, mas parece que toda mãe tem um superpoder de entender os filhos.

O cansaço ainda é grande, tem dias que parece que não vou dar conta, mas com muito apoio do papai e muitos sorrisos da Ju, encontro a motivação para superá-lo. Outro superpoder das mamães: tirar energia de onde pensávamos não ter mais nada. É difícil, mas a gente consegue!

Sobre o amor, nem preciso mais comentar né?! Aumenta na mesma proporção que o crescimento do bebê...

3 meses de muito amor, carinho e dedicação de ambas as partes 


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Jovem ou não, mãe é mãe.

Alguns chamaram de erro, outros chamaram de loucura, eu prefiro chamar de sorte.
Sorte, por ter um anjo comigo, sorte por me transformar numa pessoa melhor, sorte por me mostrar o que é o amor. Só depois de ser mãe posso falar que amei incondicionalmente, ou melhor... amo.
Jovem ou não, mãe é mãe.
E eu sou completamente apaixonada por essa nova tarefa que tenho que exercer!

Autor desconhecido


domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos pais



SOMENTE SABERÁ O QUE É SER PAI... 

Quando compreender, cheio de regozijo, que o fruto de seus sonhos é agora uma realidade palpitante, ternura viva e olhar inocente. 

Quando perceber suas olheiras enormes e a satisfação de ver seu tenro rebento dormindo, ainda que você não possa dormir. 

Quando entender que seu sono nunca mais será completo, quando ouvir o choro na madrugada.

SABERÁ O QUE SIGNIFICA SER PAI... 

Quando conhecer a maravilha que possui ao levá-lo, pela primeira vez, à escola e vir seus olhos chorosos porque não quer separar-se de você e sentir na alma a dor de afastar-se, deixando-o no meio de outros egoísmos que, porém, o ensinarão a compartilhar. 

Quando, pela primeira vez, seu filho o chamar de papai, e rir quando o lançar ao ar e ele não sentir medo porque lhe dá segurança o seu sorriso.

SABERÁ O QUE É SER PAI...

Quando o levar a falar com Deus pela primeira vez, e o ensinar a rezar por todos e ele sentir que o seu carinho é algo no qual ele pode confiadamente descansar. 

Quando compreender a maravilha que Deus lhe deu, ao ser desafiado por ele com suas primeiras perguntas, e, desprevenido, não souber como respondê-las.

SABERÁ O QUE É SER PAI... 

Quando chegar o dia em que você não o acompanhar, porque seus amigos o estão esperando e você sentir que seu coração fica abalado, porque esse dia chegou antes do que você pensava e sente profundamente que assim deve ser, porque é o preço que pagará pelo aprendizado de seu vôo definitivo. 

Quando ouvir seu primeiro apelo e seu primeiro desejo de independência.

E, FINALMENTE, SABERÁ O QUE É SER PAI... 

e a saudade consumir as horas que antes, desfrutava, feliz, na sua companhia, e talvez o telefone ou as cartas sejam seu único vínculo com ele. 

Quando, um dia, seu filho tiver que partir para estudar longe da família, ou para um trabalho num lugar distante, e a quem você deverá aceitar, porque é a lei da vida, pois seu filho foi emprestado a você apenas por algum tempo... 

E SOBRETUDO, SABERÁ O QUE É SER PAI, 

Quando chegar alguém e o levar de seu lado para perseguir outro arco-íris, o de sua própria vida, partilhada com alguém a quem ele amará

ENTÃO, SABERÁ O QUE É SENTIR-SE PAI 

Você não estudou para sê-lo, mas viveu essa paternidade e a seguirá vivendo. 

Mas é só, então, que poderá ser consciente, em plenitude, da maravilhosa experiência, dom vivo de Deus, que é a alegria que isso lhe proporcionará, deverá ser, então, maior que a dor que supõe sentir que algo muito tenro se desprende de sua alma. 

SENTIR-SE PAI

Rubén Núñez de Cáceres - Trad. G. Cabada

Feliz dia dos pais, ao mais novo papai!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dia Mundial do Aleitamento Materno

Hoje é o Dia Mundial do Aleitamento Materno e, por isso, venho contar a vocês minha experiência com a amamentação.

Toda vez que eu via uma mãe amamentando seu filho, achava que era a coisa mais linda e simples do mundo. Continuo achando linda, mas descobri que não é nada simples, é muito mais do que apenas colocar o bebê no peito e deixá-lo sugar.

Amamentei a Júlia pela primeira vez 5 horas após o parto. Foi estranho, senti dor, ardeu, parecia que ela ia arrancar meu mamilo. É uma dor que você sente no fundo da alma... Segunda mamada, mesma coisa. Me segurei pra não chorar de dor, mas insisti. Fui pensando: "Vai ficar mais fácil...".
Amamentando pela primeira vez.

Aí você deve estar pensando: "Se dói tanto, por que insistir?". Simples. Insisti porque sempre soube dos benefícios do aleitamento materno e o que não sabia, procurei me informar. O leite materno é completo e, além de ser rico em nutrientes, também ajuda o bebê a criar anticorpos, entre outras coisas. Além disso, amamentar ajuda o bebê a criar vínculos com a mãe. Nada melhor do que ver seu bebê te olhando enquanto mama, quase como se agradecesse por você se dispor a alimentá-lo.

A Júlia não conseguia pegar muito bem o peito e, quando conseguia pegar, não mamava muito. Por conta das dores, eu não insistia pra que ela mamasse mais. Nos primeiros dias de vida, o bebê tem uma reserva de energia, mas uma hora essa energia acaba. Resultado: no terceiro dia de vida, Juju teve hipoglicêmia e tive que dar leite artificial. O leite artificial mata a fome, mas não é tão completo quanto o leite materno.

Quando finalmente pegou o peito.
Dar mamadeira naquela época foi prático, pois eu sentia muitas dores nos seios e também tive muitas dores no pós-parto, amamentar ainda era uma tortura. Com isso, eu comecei a odiar a amamentação e fui me rendendo à mamadeira. Quando dava o peito era sempre com preguiça e má vontade. Me senti uma péssima mãe por isso, eu queria amamentar minha filha, queria que ela crescesse forte e saudável, mas ao mesmo tempo me sentia incapaz de fazer isso.

Precisei de muito apoio para dar continuidade à amamentação e a pessoa que mais me ajudou foi o Guto. Ele que brigava comigo quando eu tinha preguiça de amamentar, foi atrás de mais informações para que eu conseguisse amamentar melhor, dos benefícios para mim e para a Júlia, e com isso, fui deixando a mamadeira aos poucos.

Isso não quer dizer que eu gostava de amamentar, muito pelo contrário, odiava cada vez mais. Continuei insistindo pelo bem da Júlia, pela praticidade (porque preparar mamadeira requer muito tempo) e porque leite artificial é muito caro.

E assim fomos, amamentando de má vontade, mas amamentando...

E começou a ficar mais fácil...
As dores diminuíram, eu fui pegando o jeito e a Ju aprendeu a pegar o peito aos poucos. Com todas essas mudanças, comecei a ter mais paciência pra amamentar e o resultado disso foi que a Júlia começou a ganhar mais peso. Que mãe não fica feliz ao saber que seu filho está crescendo e se desenvolvendo muito bem, excedendo expectativas?

Esse foi o primeiro motivo que começou a me deixar feliz em amamentar. O segundo motivo foi quando a Ju olhou pra mim pela primeira vez enquanto mamava. Essa foi a primeira vez que me senti realmente ligada a minha filha desde que ela nasceu. Percebi que eu dei a ela aquilo que ela precisava e só eu poderia dar isso.

Aos poucos, comecei a gostar mais das mamadas, inclusive das mamadas noturnas. O terceiro motivo, aquele que me fez amar a amamentação, foi quando a Ju durante a mamada, largou o peito, olhou pra mim e sorriu! Foi um dos momentos mais emocionantes que passei com ela.

Agora, a amamento sempre que ela pede, o quanto ela quer, mesmo que tenha que acordar 1 milhão de vezes durante a madrugada para saciar sua fome.

Amo ver minha filha com sua pequena boquinha me sugando, principalmente agora que ela aprendeu a segurar o "tete" e faz carinho em mim enquanto mama. (:

Amamentar é um investimento para toda a vida.

Amamentar é uma das coisas mais bonitas e naturais que existe. Não há porque ter vergonha de fazer isso em público. ♥

quarta-feira, 25 de julho de 2012

As surpresas do segundo mês

Hoje a Júlia completa dois meses. Dois meses de muito amor e carinho, e também de muitas surpresas...

Nosso primeiro mês foi um pouco conturbado por conta das adaptações, problemas de saúde e familiares, então podemos dizer que o segundo mês foi moleza em comparação ao primeiro.

Dormindo durante a viagem
Foi nesse mês que a Ju fez sua primeira viagem. Aproveitei que meus irmãos e meu pai estavam de férias e viemos para Sorocaba. A mudança de ambiente para o bebê foi radical, ela que estava acostumada a um lugar com poucas pessoas, pouco barulho e movimento, passou a viver em um ambiente com muitas pessoas e muita agitação. E ela adorou! Essas mudanças tornaram minha pequena muito mais comunicativa e ativa. Ela começou a "falar" mais, nos mostrou seus primeiros sorrisos, aprendeu a pedir atenção, às vezes com sorrisos, outras vezes na base do grito mesmo, e também aprendeu a fazer manha.

Com toda essa agitação, Júlia começou a dormir melhor na parte da tarde, coisa que ela não fazia em casa, e também dorme por mais tempo durante a noite. Em alguns dias, chegou a dormir por 5 ou 6h seguidas.

Outra mudança: antes, ela odiava quando tiravam sua roupa. Agora, é só chegar a hora de trocar a fralda que ela começa a rir e fazer bagunça. Detalhe: ela quer plateia durante as trocas. Quando ela percebe que não tem ninguém por perto, começa a chorar olhando pra porta do quarto e só para quando alguém chega pra brincar com ela. Na hora do banho também acontece a mesma coisa, e ela nem chora mais pra lavar a cabeça. Choro mesmo, só na hora que ela percebe que estou terminando de por a roupa.
Que leitinho gostoso!

Como eu já havia dito anteriormente, nós tivemos problemas com a amamentação e nesse mês tudo se resolveu. Amamentar tornou-se algo maravilhoso para mim (confesso que odiava fazer isso), agora que peguei o jeito, não sinto mais dores e diminuiu o estresse do mês anterior, consigo alimentar a Ju com amor e prazer. É um dos momentos que mais gosto de passar com minha filha, principalmente quando ela faz carinho em mim e olha nos meus olhos enquanto mama. Essas mudanças podem ser notadas na aparência da Júlia, que está muito mais gordinha e bochechuda.

Em um mês, a Júlia ganhou menos de 1kg em relação ao peso que saiu da maternidade (de 2,9kg para 3,7kg). Duas semanas depois de chegarmos na casa da vovó, ela engordou mais de 1kg (de 3,7kg para 4,9kg). Para minha alegria, parei de dar o leite artificial e agora ela só toma mamadeira quando preciso sair e deixá-la com alguém.

Imitando as expressões do papai
Foi nesse mês que a Júlia descobriu que tem mãos e já coça os olhos quando está com sono. Ela aprendeu a imitar meus movimentos faciais, como arregalar os olhos, franzir a sobrancelha e mostrar a língua. Aprendeu também a mover os braços e as pernas quando vê outras pessoas fazendo o mesmo. Começou a prestar mais atenção aos sons e movimentos, com isso, ela fica quietinha assistindo tv. Já sabemos que ela  tem preferência por novelas e séries a desenhos animados, com exceção do Bob Esponja, que ela adora.

A grande novidade da semana foi ver a Júlia dançar... Isso mesmo, pouco antes de completar dois meses, flagramos a Júlia dançando ao ver o dvd do AC/DC!



Como me disseram, realmente está ficando mais fácil. Cuidar de um bebê está se tornando uma tarefa prazerosa, mas ainda assim cansativa. Mas estou cada vez mais apaixonada por esse meio metro de gente e me sentindo muito, muito feliz mesmo por ser mãe. E pra me deixar mais feliz e mais motivada ainda, essa semana me disseram que sou uma mãezona!! É pra ficar toda orgulhosa, não é?!

Amorzinho da mamãe

Ser mãe: trabalho não remunerado, mas cheio de benefícios.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O nascimento de um pai

Depois de muito enrolar, enfim terminei o meu "relato de parto" paterno. Ei-lo aqui.

Foi no dia 24 de maio de 2012 que a obstetra da maternidade disse que a Júlia nasceria no dia seguinte. Perplexo e absorto com a notícia, eu tentei me segurar, para não desequilibrar diante do buraco que abriu na minha frente. Depois de nove meses, minha ficha só tinha caído naquele instante. Eu seria pai.

Deixei as preocupações e angústias de lado, e me concentrei no momento de seu nascimento. Ansioso cada vez mais por sua chegada, fomos para o hospital no dia seguinte, após rezarmos um lindo Pai-nosso com a barriga da Bia. Momento emocionante número um.

Chegamos lá e a Bia entrou na sala de observação para ser avaliada pela obstetra novamente. Naquela maternidade, os acompanhantes devem aguardar do lado de fora. Apesar de ser contra a legislação vigente, eu  fiquei sentado na recepção aguardando e conversando com a Bia através de SMS.

Após a confirmação do parto, entrei na sala para pegar as coisas dela e voltei à recepção para preparar sua internação. Assinei tantos papéis quanto os necessários para abrir uma conta-corrente ou uma empresa. Sentei à recepção novamente e aguardei. Durante longas horas...

Como disse anteriormente, é importante dar essa dica para as gestantes e pais que desejam assistir o parto: toda a gestante tem o direito de ter um acompanhante durante o pré-parto, o parto e o pós-parto, inclusive durante seu período de recuperação anestésica, pós-parto imediato e internação. Nenhum hospital, seja público ou particular, pode obstruir a legislação vigente com qualquer desculpa, seja por conta de tamanho das instalações, acomodação de enfermaria, sexo ou tipo de plano de saúde. (Saiba mais aqui e aqui).

Mesmo sabendo dos meus direitos e da vontade da Bia de estar acompanhada, eu permaneci na recepção aguardando sua ida ao parto. Ela esteve sozinha, mas se manteve calma e tranquila em todos os momentos.

Logo após ela ter subido ao centro cirúrgico, fui "liberado" para que eu pudesse assistir o parto. Fui instruído a me vestir adequadamente para a cirurgia no vestiário do centro cirúrgico. Olhei para o espelho com aquela roupa de cirurgião e me vi em um futuro do pretérito realizando o sonho de ser médico. Eu olhei no espelho e disse: "Doutor Gustavo, o senhor vai ser pai". Esse foi o momento emocionante número dois.

Se eu não tivesse voltado ao posto de enfermagem do centro cirúrgico, minha filha ia nascer e eu nem teria visto. A boa vontade faltou àquele enfermeiro que me mandou esperar no vestiário.

Enfim fui chamado para assistir o tão esperado parto. Andando calmamente, mas com bastante adrenalina no sangue, cheguei à sala de cirurgia que a Bia estava. Ela já estava deitada, anestesiada e no momento de ser cortada pelos cirurgiões. Um deles, provavelmente o líder da cirurgia, me mandou ficar em um canto em pé. Acredito que ele não queria que eu visse ele abrindo o útero da Bia.

Finalmente a obstetra que conduzia o parto pediu a uma auxiliar que colocasse um banco ao lado da cabeça da Bia para eu sentar. Para isso, tive que contornar toda a mesa de cirurgia, em 360 graus, para chegar ao outro lado com o banquinho. É claro que nesse leve contorno de mesa eu pude ver minha querida esposa sendo literalmente cortada pelo casal de médicos.


Sentei sobre o banco e perguntei à Bia se estava tudo bem e se ela sentia alguma dor. Mais uma vez, calma e tranquila, conversou comigo sobre os momentos anteriores ao parto, sobre a anestesia e sobre o exame de monitoramento fetal que fez antes da cirurgia.


Em um ambiente muito sereno, a equipe médica conseguiu tornar o parto algo divertido e quase agradável. Após alguns momentos de cleck-cramp da pinças segurando a abertura do útero da Bia, pude ver as pernas da Júlia sobre a barriga da mãe, já sendo puxada pelo médico. Deu pra ver que foi um pouco difícil retirá-la pois, logo após sair, o cirurgião exclamou a frase "Olha, ela está toda enrolada...". Pela visibilidade que eu tinha, pude contar três vezes ele desenrolando a Júlia, que estava de aparência bem roxa. Segundos depois ele exclamou novamente: "Três voltas no corpo e no pescoço"! 

Os momentos seguintes foram rápidos, mas eu me lembro de cada um deles. Depois de cortado o cordão umbilical - não por mim - os enfermeiros e a pediatra logo levaram a Jú para uma Intensive Care Unit, uma espécie de berço cheio de preparatórios, inclusive aquecedor e um berço aconchegante que vibra. Eles aspiraram o resto da placenta das narinas dela e limparam seu corpo. E ela deu seu primeiro choro. Esse foi o momento emocionante número três.

Os enfermeiros continuaram a tratar da Júlia, enquanto a pediatra já fazia os testes e preparava para aplicar sua primeira vacina. Procedimentos realizados, ela veio falar comigo que estava tudo bem e que ela estava perfeitamente saudável.


Sem choro nenhum, ela foi trazida aos meus braços, envolta em um pano de aparência industrial e de cor azul. Eu levantei com os olhos cheios de lágrimas e a segurei contra meu peito. Dizendo seu nome e tranquilizando-a, eu pude vê-la abrindo os olhos e reconhecendo minha voz. Nenhum momento até hoje se comparou a este, sem dúvida, o momento mais emocionante da minha vida. Depois desse, perdi a conta de todos as outras emoções que vieram em seguida.





Logo depois ela foi levada pelo enfermeiro até a Bia, onde estava apenas a sua cabeça. O encontro delas também foi uma coisa que marcou nossas vidas para sempre.

Eu queria ter filmado tudo, mas achei que não deveria, por conta de todos os cuidados médicos que estavam sendo feitos. Ainda assim, decidi me recordar de todos os acontecimentos aqui, para nunca mais esquecê-los.

Não sei mais quanto tempo ficamos juntos, mas para mim os momentos em que fiquei com a Bia e a Júlia logo após o parto foram os mais longos da minha vida. Para lembrá-los, tiramos a primeira foto de nossa nova família.


Os cirurgiões acabaram a sutura na Bia, que permaneceu serena, como se estivesse em uma situação completamente comum. Eu fui gentilmente convidado a me retirar e fui acompanhando até o vestiário novamente. Lá eu tirei a roupa de médico e gritei silenciosamente para mim no espelho: "Eu sou pai"!

Desci para a recepção, onde encontrei minha mãe e a primeira frase que eu pronunciei foi "Ela é linda". Logo após o quarto da Bia foi liberado e nós subimos com as malas dela e da Ju. Após subirmos, fizemos uma limpeza com álcool no quarto, literalmente liderada pela minha avó materna e bisa da Júlia.

Os momentos de maior ansiedade não foram antes do parto, e sim depois dele e antes da Bia ir para o quarto. Talvez tenha sido porque eu já tinha o primeiro contato com a Júlia e quisesse estar ao seu lado novamente, ou porque a adrenalina ainda não tinha abaixado, mas fiquei em estado impaciente e nervoso.

Enfim as duas chegaram e eu pude ficar um pouco com elas antes de voltar para casa, já que a mãe da Bia ia ficar com ela no hospital. A Júlia chegou enrolada no mesmo pano no meio das pernas da Bia, aconchegada pelo calor da mãe. Ela foi deitada em seu pequeno berço, onde pôde conhecer as avós e a bisavó.

Me despedi da Bia com o maior carinho que tive em todo o nosso relacionamento. Foi o momento em que eu mais me senti unido a ela.

Depois disso, eu só pude deitar em minha cama agradecendo a Deus pelo presente dado que, por mais trabalho que dê, recompensa todos os esforços da minha vida com apenas um olhar.

Júlia. Meu presente, meu sonho, minha vida.